Mercado financeiro
Subiu
Itaú
Desceu
Petrobras
Dia tem oscilações e menor entrada de estrangeiros
A Bovespa oscilou ao sabor do noticiário corporativo e das variações das commodities nesta terça-feira, 7, o que levou a momentos distintos ao longo do pregão. No início do dia chegou a subir até 1,29%, amparada na alta do minério de ferro e no bem recebido resultado financeiro do Itaú Unibanco. À tarde perdeu fôlego, influenciada principalmente pela queda dos preços do petróleo. Ao final dos negócios, o Índice Bovespa marcou 64.198,89 pontos, com ganho de 0,32%. Analistas afirma que o investidor estrangeiro reduziu a atuação à espera de novidades nos cenários interno e externo. Assim, o volume de negócios na bolsa totalizou R$ 7 bilhões, abaixo da média da semana passada.
Maior banco amplia lucro ante trimestre final de 2015
As ações do Itaú Unibanco foram o principal destaque do mercado de ações. O maior banco privado do País teve lucro líquido recorrente de R$ 5,817 bilhões no quarto trimestre de 2016, alta de 1,78% sobre o mesmo período de 2015. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve alta de 4%. As ações preferenciais Itaú Unibanco terminaram o dia em alta de 1,95%. Já a alta de 2,5% do minério de ferro no mercado à vista chinês impulsionou as ações da Vale, que também se sobressaíram ao longo do pregão, ao subirem 1,07% (ON) e 1,22% (PNA). O contraponto ficou com a Petrobras, pelas fortes perdas dos preços do petróleo. Petrobras ON e PN caíram 1,25% e 1,74%, respectivamente.
Dólar mantém baixa com previsão de entrada de capital
O dólar terminou em leve queda frente ao real no mercado à vista, com a contínua expectativa de entrada de recursos no Brasil e a percepção de um cenário mais favorável a reformas econômicas. Por outro lado, investidores aguardam sinalização do Banco Central para os contratos de swap que vencem em março. No fechamento, o dólar à vista perdeu 0,06%, cotado aos R$ 3,1222, com intervalo entre R$ 3,1176 (-0,21%) e R$ 3,1369 (+0,41%). O contrato futuro para março terminou em alta de 0,10%, aos R$ 3,1370, variando do fechamento do dia anterior de R$ 3,1340 a R$ 3,1535 (+0,62%). O volume de negócios totalizou US$ 650,572 milhões no mercado à vista e US$ 9,654 bilhões no futuro.
Taxas de juros fecham nas mínimas à espera da inflação
As taxas dos principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em baixa e nas mínimas. Após uma manhã com viés de alta, passaram a cair à tarde, em sintonia com a virada para o negativo do rendimento dos Treasuries de dez anos e do alívio do dólar, que zerou os ganhos ante o real na etapa vespertina. O DI janeiro de 2018 projetava 10,785%, de 10,820% no ajuste de segunda-feira. O DI janeiro de 2019 tinha taxa de 10,18%, de 10,23% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 estava em 10,37%, de 10,45%. Tudo foi permeado pela expectativa de um índice inflacionário baixo para janeiro, capaz de preparar o terreno para o corte de até 1 ponto percentual na Selic.





