Mercado financeiro
Subiu
Vale ON
Desceu
Bradesco PN
Fed sinaliza que prefere moeda mais desvalorizada
O dólar fechou em baixa nesta quinta-feira, 2, pelo segundo dia consecutivo, pelo reflexo do tom mais ameno do banco central dos EUA (Fed) e pela sinalização de que o atual governo norte-americano preferiria uma moeda mais fraca. Por aqui, a sessão foi marcada pela reeleição do presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ministro Edson Fachin como novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). As notícias dão tranquilidade e podem alimentar a entrada de recursos no País. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,73%, aos R$ 3,1203 e US$ 928,979 milhões em negócios. O futuro para março encerrou em queda de 0,19%, aos R$ 3,1440.
Bovespa fecha em baixa com balanço de banco
O mercado acionário brasileiro variou para cima e para baixo. O Índice Bovespa acabou por fechar em baixa de 0,40%, aos 64.578,21 pontos. As atenções dos investidores se concentram em questões domésticas de relevância, como a eleição para a presidência da Câmara, a relatoria da Lava Jato no STF e a agenda de balanços corporativos. O volume de negócios somou R$ 7,14 bilhões. A baixa foi garantida por ações de maior peso na composição, como do Bradesco, segundo maior banco privado do País e que divulgou lucro contábil 17,5% menor do que no quarto trimestre de 2015, abaixo do esperado pelo mercado. Os papéis do Bradesco fecharam com baixas de 2,50% (ON) e de 3,73% (PN).
Commodities também têm perdas ainda que mais leves
As ações ligadas a commodities também tiveram perdas. Vale ON e PNA caíram 0,70% e 2,29%, respectivamente. Ainda sem a referência dos preços do minério, devido ao feriado de ano-novo na China, os papéis da mineradora brasileira acompanharam as perdas de pares no exterior. Já Petrobras ON (-1,36%) e Petrobras PN (-0,87%) tiveram suas quedas relacionadas ao impedimento judicial da venda de ativos da companhia. Apesar da leve baixa no fechamento, os analistas viram mais pontos positivos do que negativos para a bolsa no noticiário do dia, pela maior chance de aprovação de reformas propostas pelo governo federal, como a trabalhista e a da Previdência.
Taxas de juros encerra com viés de queda
Os juros futuros encerraram a sessão regular desta quinta-feira com viés de queda. Nos vencimentos mais longos, o recuo foi maior. A perspectiva de que os juros não vão subir tão brusca e fortemente nos EUA levou a uma desvalorização do dólar ante várias divisas, inclusive perante o real. A falta de surpresa na eleição para presidente da Câmara dos Deputados também colaborou pela escolha de um aliado de Michel Temer. No fim da sessão regular, o DI para janeiro de 2018 estava em 10,865%, ante 10,895% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2019 fechou a 10,31%, ante 10,35% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2021 encerrou a 10,60%, de 10,67% no anterior.





