Mercado financeiro
Bovespa sobe 0,53% pela quarta sessão consecutiva
A Bovespa teve nesta quinta-feira (26) sua quarta sessão de alta consecutiva e atingiu novo pico no ano. O bom desempenho das ações do setor financeiro absorveu movimentos de correção em ações ligadas a commodities e o Índice Bovespa subiu 0,53%, aos 66.190,62 pontos, maior nível desde 26 de março de 2012. O volume de negócios totalizou R$ 8,9 bilhões. Petrobras ON e PN tiveram perdas de 1,92% e 1,50%, respectivamente. Já Vale ON e PNA, que acumulam ganhos de mais de 30% em janeiro, recuaram 1,55% e 1,54%.O saldo dos investimentos estrangeiros na Bovespa ficou positivo em R$ 430,275 milhões.
Dólar encerra positivo, mas longe das máximas
O dólar fechou em alta, mas distante das máximas. O movimento foi direcionado pelas variações do câmbio no exterior e dos juros dos Treasuries. No mercado à vista, o dólar encerrou em alta de 0,21%, aos R$ 3,1756, com alguma distância frente à máxima de R$ 3,1942 (+0,80%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,507 bilhão. O dólar futuro para fevereiro fechou em alta de 0,16%, aos R$ 3,1820, com máxima em R$ 3,1985 (+0,68%). O giro somou US$ 13,285 bilhões.
A moeda firmou ganhos, principalmente após rodadas de dados positivos da economia norte-americana.
Leilão de títulos públicos puxa alta dos juros
Os juros futuros encerraram o dia em alta, acompanhando o avanço do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, além da pressão gerada pelo tradicional leilão de títulos públicos do Tesouro Nacional das quintas-feiras. Segundo profissionais da área de renda fixa, uma correção para cima, contudo, já era esperada, dadas as quedas recentes das taxas para janeiro de 2021. Ao término da sessão regular, contrato de Depósito Interfinanceiro DI para janeiro de 2018 apontava 10,96%, ante 10,94% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2019, 10,47%, de 10,42%; e o DI para janeiro de 2021, 10,73%, de 10,62%.
Cenário internacional impacta as taxas
O cenário internacional foi o principal motivo para a alta das taxas, de acordo com operadores, que destacaram o avanço dos juros nos principais mercados do mundo. As taxas nos Estados Unidos até perderam fôlego no final da tarde desta quinta-feira (26). Mas, dado o avanço firme desde o começo da sessão de quarta-feira ainda estimulavam o ajuste para cima nos juros domésticos. No pano de fundo, está a percepção de melhora da economia dos EUA, que foi reforçada por dados divulgados nesta quinta. Os negócios refletem ainda expectativas quanto aos efeitos das medidas de estímulo fiscal e de desregulamentação do presidente Trump.





