Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Divisa norte-americana fecha com alta de 0,45%
Alinhado com o movimento no exterior, o dólar ontem subiu frente ao real. Sinais de aumento de inflação norte-americana apoiaram o avanço quase generalizado da moeda pelo mundo. Com os preços em alta, foi sustentada a perspectiva de que o aperto monetário deve continuar nos Estados Unidos, a despeito das incertezas em torno do governo de Donald Trump. Por aqui, entretanto, o avanço foi contido por novo leilão de swap cambial para rolagem dos contratos de fevereiro. O dólar à vista fechou em alta de 0,45%, aos R$ 3,2238, com máxima em R$ 3,2296 (+0,63%). O volume de negócios foi considerado baixo, de US$ 820,161 milhões.

Ibovespa tem redução de 0,32% com Vale como protagonista
O mercado de renda variável teve um pregão de certa instabilidade com as atenções divididas entre fatores internos e externos. O Índice Bovespa acabou por fechar em queda de 0,32%, aos 64.149,57 pontos. As ações da Vale voltaram a ser protagonistas do pregão. Vale ON e PN subiram 5,04% e 3,33%, refletindo a expectativa de um acordo de acionistas que leve à unificação de ações. Bradespar PN, acionista da Vale, disparou 6,65% e liderou os ganhos do Ibovespa. Na ponta contrária, estiveram os bancos, que passaram por correções durante todo o dia, após as fortes altas da véspera. Itaú Unibanco PN caiu 0,78% e Bradesco PN, 1%.

Cyrela, Ecorodovias ON e Eletrobras ON têm maiores quedas
Para Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora, o mercado seguiu bastante atrelado a commodities, apesar da expectativa com a agenda do dia. As afirmações do Livro Bege, divulgado às 17h, tiveram efeito pontual: elevaram os juros dos títulos do Tesouro dos EUA, pressionaram o dólar para cima e aceleraram levemente a baixa do índice Dow Jones. Foi nesse momento que o Ibovespa definiu o viés negativo. Entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, as maiores quedas ficaram com Cyrela ON (-5,39%), Ecorodovias ON (-4,15%) e Eletrobras ON (-3,96%).

Juros futuros encerram com viés de alta
Os juros futuros fecharam pelo segundo dia consecutivo com leve viés de alta nas pontas longa e intermediária. O contrato para janeiro de 2018 encerrou a sessão regular com a mesma taxa do ajuste anterior. A fraca agenda de indicadores no Brasil e o noticiário sem surpresas deixou o mercado de renda fixa sem novos vetores. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 ficou em 11,035%, a mesma do ajuste de terça. O DI para janeiro de 2019 fechou a 10,53% ante 10,50%. Na ponta mais longa, o contrato com vencimento em janeiro de 2021 fechou a 10,80%, de 10,75%.

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