Subiu
Br Malls

Desceu
Dólar

Bolsa reage forte e de forma generalizada
A Bovespa reagiu com forte alta ao corte de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic, que não era descartado no mercado, mas não estava totalmente embutido nos preços. O Índice Bovespa fechou nesta quinta-feira, 12, com ganho de 2,41%, aos 63.953,93 pontos, maior patamar desde 8 de novembro, último pregão pré-eleição de Donald Trump. O volume de negócios na bolsa brasileira totalizou R$ 10,8 bilhões, o maior do ano. As maiores altas foram em ações de empresas mais sensíveis a juros, como as com alto endividamento, as dependentes de crédito e as que se beneficiam de um alívio nas contas do consumidor. O Ibovespa passa a contabilizar alta de 6,19% em janeiro e de 61,86% em 12 meses.

Blue chips, financeiras e varejistas disparam no dia
Apoiados nas recentes altas do minério de ferro e em expectativas otimistas para a empresa, Vale ON e PN ganharam 3,23% e 2,12%, respectivamente, e acumulam mais de 17% em janeiro. As demais da cadeia do aço também avançaram, com CSN ON (+4,47%) em destaque. Os papéis da Petrobras se beneficiaram da alta do petróleo e subiram 1,66% (ON) e 1,53% (PN). Em resposta direta à queda da Selic, destacaram-se Br Malls ON (+8,51%), Lojas Americanas PN (+7,36%) e Multiplan ON (+6,45%). O setor financeiro refletiu a expectativa de redução da inadimplência e de destrave do crédito. Santander Brasil Unit avançou 5,02%, seguido por Itaú Unibanco PN (+2,54%) e Bradesco PN (+2,35%).

Dólar cai com ajustes e temor externo por Trump
O dólar encerrou no nível de R$ 3,17 no mercado à vista nesta quinta-feira, 12. O recuo da divisa norte-americana foi direcionado pela contínua expectativa de entrada de recursos no País, ao mesmo tempo em que os investidores ajustavam carteiras à redução mais agressiva da Selic. No fechamento, a moeda negociada à vista no balcão caiu 0,62%, aos R$ 3,1747, menor patamar desde 8 de novembro, quando registrou aos R$ 3,1733. O sinal no câmbio doméstico também acompanhou o movimento no exterior, onde o dólar seguiu em baixa diante das incertezas a respeito das políticas econômicas de Trump nos Estados Unidos. No mercado futuro, o dólar para fevereiro encerrou em baixa de 0,53%, aos R$ 3,2030.

Taxas de juros desabam apesar de baixa esperada
Os juros futuros desabaram um dia depois do corte da Selic de 13,75% ao ano para 13%. O ajuste já era esperado pela informação, no comunicado do Banco Central, de que a autoridade monetária decidiu novo ritmo de flexibilização, mas promoveu uma concentração das apostas em uma diminuição da mesma magnitude para o próximo encontro do colegiado, em fevereiro. No encerramento da sessão regular, o DI para janeiro de 2018 marcou 11,00%, máxima intraday, ante 11,33% no ajuste de quarta. Na mínima do dia, a taxa desse vencimento chegou a marcar 10,92%. O DI para janeiro de 2019 encerrou a 10,47%, ante 10,84% na véspera. E o DI para janeiro de 2021 fechou a 10,77%, ante 11,11%.

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