Mercado financeiro
Subiu
Gerdau
Desceu
Dólar
Flutuação grande termina com alta de commodities
A quarta-feira, 11, foi de expectativa na Bovespa, que dividiu as atenções entre a fala do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Índice Bovespa alternou altas e baixas desde a abertura e oscilou em um intervalo relativamente grande, de 1.009 pontos. No final, o desempenho das ações ligadas a commodities voltou a determinar o sinal do índice, que terminou o dia aos 62.446,26 pontos, com alta de 0,51%. Na visão de analistas, o discurso de Trump não apresentou novidades porque ele evitou falar sobre política econômica e as bolsas teriam se beneficiado do enfraquecimento do dólar.
Gerdau, Vale e Petrobras puxam índice para cima
As ações das Vale e da Petrobras terminaram o dia com ganhos, diante do bom desempenho do petróleo e do minério de ferro. Vale ON e PN avançaram 2,07% e 2,83%, respectivamente. Outras empresas da cadeia do aço seguiram o mesmo caminho e Gerdau PN (+5,18%) e Gerdau Metalúrgica PN (+4,91%) ficaram no topo das altas. Os papéis da Petrobras seguiram a valorização expressiva do petróleo e subiram 2,50% (ON) e 1,16% (PN). As ações do setor financeiro, no entanto, foram as maiores contribuidoras da volatilidade do Ibovespa. Alvos de correções, os papéis alternaram sinais antes de fecharem majoritariamente em alta. Banco do Brasil ON subiu 1,06% e Itaú Unibanco ganhou 0,20%.
Dólar perde força no mundo e Brasil segue na esteira
O dólar à vista fechou em leve queda frente ao real. O tom menos agressivo de Trump contra parceiros comerciais abriram caminho para a baixa da divisa pelo mundo. Por aqui, as expectativas de entrada de recursos no Brasil via captações corporativas, contribuíram para a queda. Nas mínimas, o dólar à vista recuou aos R$ 3,1796 (-0,56%), enquanto o contrato futuro para fevereiro marcou R$ 3,1985 (-0,47%). Ao fim da sessão, o dólar à vista encerrou em queda de 0,09%, aos R$ 3,1946, enquanto o contrato para mês que vem fechou em alta de 0,20%, aos R$ 3,2200. O volume de negócios somou US$ 1,207 bilhão e US$ 13,810 bilhões, respectivamente.
Taxas de juros ficam perto da estabilidade com Selic
Os juros futuros encerraram a sessão regular perto da estabilidade, enquanto analistas e investidores esperam a decisão do Copom sobre a Selic. O esperado corte mais agressivo da taxa básica, de 0,75 ponto percentual, favorecerá a renda variável pelo incentivo à economia em geral e pelo aumento da atratividade da renda variável frente à fixa. O DI para janeiro de 2018 encerrou em 11,335% ante 11,330% no ajuste de terça-feira e 11,355% na máxima intraday. O DI para janeiro de 2019 fechou a 10,84% ante 10,82% no ajuste de terça e 10,91% na máxima intraday. Já o DI Para janeiro de 2021 fechou em 11,11% ante 11,10% no ajuste de terça e 11,23% na máxima desta quarta-feira.





