MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Agência Estado 
Bovespa
sobe
Dólar
desce
Divisa norte-americana encerra com queda de 0,66%
O dólar encerrou em queda nesta segunda-feira. Segundo profissionais do mercado de câmbio, a moeda americana perdeu valor enquanto investidores esperam a decisão de política monetária pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne a partir de hoje. Além disso, houve fluxo de entrada pela via comercial. Com o aumento da oferta, o dólar à vista fechou em queda de 0,66%, aos R$ 3,1983, o que representa o menor valor em um fechamento desde 8 de novembro de 2016 (R$ 3,1733). Na mínima intraday, a moeda no balcão chegou a R$ 3,1906 (-0,90%). A clearing de câmbio da BM&FBovespa somou cerca de US$ 1,22 bilhão.
Mineração, siderurgia e bancos sustentam alta da Bovespa
A Bovespa fechou com leve alta, amparada no bom desempenho das ações de mineração, siderurgia e bancos. As fortes quedas dos papéis da Petrobras, no entanto, impediram uma valorização maior. O Índice Bovespa, que chegou a superar os 62 mil pontos, encerrou o dia em alta de 0,06%, aos 61.700,29 pontos. O volume de negócios somou R$ 5,63 bilhões. As oscilações acabaram sendo influenciadas principalmente pelos preços das commodities e pelo noticiário corporativo. A expectativa de corte mais agressivo da taxa Selic na semana que vem foi pano de fundo durante todo o dia, incentivando um otimismo ponderado.
Siderurgia sobe com alta do minério de ferro
A valorização de 2% do minério de ferro no mercado à vista chinês impulsionou as ações da Vale durante todo o dia, puxando também os papéis do setor de siderurgia. Vale ON e PNA fecharam em alta de 2,04% e 2,12%, respectivamente, refletindo ainda o aumento da recomendação do Barclays para o papel, de "equal weight" para "overweight". Petrobras andou na contramão e foi destaque de queda durante praticamente todo o dia, com perdas de 0,97% (ON) e de 2,11% (PN). A baixa de mais de quase 4% dos preços do petróleo foi fator determinante para a venda das ações da estatal petrolífera, mesmo com o noticiário corporativo positivo.
Juros terminam com viés de baixa frente a apostas da Selic
Os juros futuros encerraram a véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) com ligeiro viés de baixa. A direção reflete ajustes discretos de apostas para uma postura mais agressiva do colegiado, ou possível aceleração do ritmo de corte da Selic para 0,75 ponto porcentual (pp). Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2017 apontava 12,815%, de 12,825% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2018 indicava 11,365% (11,385%). O DI para janeiro de 2019, 10,90% (10,91%) e o DI para janeiro de 2021, 11,19% (11,25%).


