MERCADO FINANCEIRO
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sexta-feira, 06 de janeiro de 2017
Agência Estado 
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Cenários interno e externo deram pregão de altas à Bovespa
A Bovespa teve ontem um pregão de altas, apoiadas em um fatores favoráveis nos cenários interno e externo. Alta de commodities, queda do dólar e expectativa de corte de juros no Brasil estiveram entre os argumentos dos investidores para as compras. Com isso, o Índice Bovespa subiu 0,78% e reconquistou o patamar dos 62 mil pontos (62.070,98), no qual não operava desde o final de novembro. O volume de negócios cresceu em relação à véspera e totalizou R$ 7,01 bilhões. Depois de uma manhã mais fraca - com alta máxima de 0,49%-, as ações ganharam maior tração no período da tarde, quando o Ibovespa chegou a avançar 1,33%.
Ações da Vale sobem mais de 5%
Os papéis da Petrobras refletiram a alta do petróleo e a expectativa de reajuste de combustíveis. Com isso, terminaram o pregão com ganhos de 2,25% (ON) e 1,61% (PN). Os papéis da cadeia do aço também refletiram fatores externos e internos. De carona na alta de 1,2% do minério de ferro no mercado chinês, as ações da Vale chegaram a subir mais de 5% e terminaram o dia com ganhos de 3,81% (ON) e de 4,74% (PNA). As siderúrgicas subiram repercutindo os anúncios de reajustes no setor e expectativa de novos aumentos no futuro. Gerdau PN disparou 7,08% e liderou as altas do Ibovespa, com notícia de possível venda de ativos.
Dólar encerra com baixa de 0,49% aos R$ 3,2010
O dólar à vista recuou abaixo da resistência de R$ 3,20 no período vespertino, embora o movimento não tenha se sustentado até o fim do dia. O enfraquecimento da divisa no exterior ditou a queda por aqui, sendo reforçada pela entrada de recursos no País e perspectiva de que o fluxo deve se intensificar neste começo de ano. No mercado à vista, o dólar encerrou com baixa de 0,49%, aos R$ 3,2010. De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,809 bilhão. Já o dólar futuro para fevereiro fechou em baixa de 0,54%, aos R$ 3,2240, com giro de US$ 14,208 bilhões.
Aposta na redução da Selic faz juros caírem expressivamente
Os juros futuros terminaram o dia em queda expressiva, decorrente de um aumento das apostas de que o Banco Central deverá elevar o ritmo de redução da Selic de 0,25 ponto porcentual registrado na última decisão para 0,75 pp. Ao término da sessão regular, o DI para fevereiro de 2017 indicava 13,200%, ante 13,245%. O DI para janeiro de 2018 projetava 11,365%, de 11,485%. O DI para janeiro de 2019 apontava 10,88%, de 11,00%. O DI para janeiro de 2021 exibia 11,24%, de 11,35%. Às 16h42, o dólar à vista caía 0,66%, aos R$ 3,1955. O Ibovespa subia 1,16%, aos 62.305,77 pontos.


