MERCADO FINANCEIRO
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quinta-feira, 05 de janeiro de 2017
Agência Estado 
Subiu
Usiminas
Desceu
Vale
Incertezas nos EUA levam à desvalorização do câmbio
O dólar ampliou a queda nos minutos finais da sessão desta quarta-feira, 4, e recuou ao menor nível desde novembro. O movimento foi atribuído a uma primeira leitura da ata da última reunião do Federal Reserve, na qual os dirigentes destacaram "incerteza considerável" sobre futuras políticas fiscais e econômicas nos Estados Unidos. A instituição manteve a expectativa de aumento de gastos fiscais no país, o que pode levar ao aumento da inflação. No mercado à vista, o dólar fechou aos R$ 3,2167 (-1,37%), menor nível desde 8 de novembro, quando registrara R$ 3,1733. Na mínima, a divisa chegou aos R$ 3,2114 (-1,54%). Já o contrato para fevereiro encerrou aos R$ 3,2415, em queda de 1,44%.
Bovespa tem dia morno após disparada na véspera
A Bovespa teve um pregão morno, principalmente no período da tarde. Depois da disparada de 3,73% na véspera, as ações devolveram parte desses ganhos, levando o índice a uma baixa de 0,36%, aos 61.589,05 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 6,14 bilhões, significativamente abaixo dos R$ 7,45 bilhões movimentados na sessão anterior. As ações da Vale estiveram entre as quedas mais significativas do pregão, depois de alta de mais de 4% na véspera. Os papéis recuaram 1,80% (ON) e 1,91% (PNA), em movimento atribuído principalmente à realização de lucros, que contou com a influência da queda de 0,3% do minério de ferro no mercado à vista chinês.
Ações de empresas dolarizadas e Petrobras ajudam em baixa
Os papéis da Petrobras mostraram alguma volatilidade, refletindo movimentos de realização de lucros, simultaneamente à manutenção da atratividade. Essa atratividade foi apoiada pela firme alta dos preços do petróleo à tarde e pela expectativa de reajuste dos preços da gasolina. Ao final dos negócios, Petrobras PN ficou estável, enquanto as ações ordinárias da estatal recuaram 1,19%. O enfraquecimento do dólar pesou sobre as ações de empresas com receita na moeda. Klabin Unit (-3,71%), Suzano PNA (-2,57%) e Fibria ON (-2,40%) estiveram entre as maiores quedas. Já Usiminas PNA foi a maior alta do índice (+6,06%), pela chance de reajuste de preços. O Ibovespa acumula alta de 2,26% no ano.
Taxas de juros sofre ajuste e previsão de inflação maior
Os juros futuros confirmaram no fechamento a direção de alta exibida durante praticamente todo o dia. O avanço decorreu de um ajuste de posições após uma sequência de quedas registrada entre o final de dezembro e a sessão de segunda-feira, 2. As notícias que abriram espaço para a correção foram a inflação pelo IPC-Fipe acima do esperado e a expectativa de um reajuste dos combustíveis pela Petrobras. Ao final da sessão regular, indicou 11,35% (máxima), de 11,23% na véspera. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 terminou o dia em 11,485%, de 11,455%. O contrato para janeiro de 2019 foi a 11,00%, de 10,94%.


