Economia Atualizado em 03/01/2017, 00:01
Mercado financeiro
Subiu - Dólar
Desceu - Petrobras
Commodities puxam para baixo mesmo sem cotações
Os feriados de ano-novo em importantes mercados internacionais reduziram fortemente a liquidez na Bovespa nesta segunda-feira, 2. O primeiro pregão de 2017 contabilizou apenas R$ 1,88 bilhão em negócios, bem abaixo dos R$ 8 bilhões da média diária registrada em dezembro. Sem a orientação dos mercados de commodities do exterior, as ações brasileiras passaram por ajustes e operaram em terreno negativo durante todo o pregão. Ao final dos negócios, o Índice Bovespa marcou 59.588,70 pontos, em queda de 1,06%. Mesmo sem negociação com petróleo e minérios, Petrobras ON e PN recuaram 2,42% e 1,41%, enquanto Vale ON e PNA cederam 2,41% e 2,10%, respectivamente.
Correção de ganhos de fim de ano também atrapalham
Outro fator para a queda das ações foi uma correção de ganhos recentes, uma vez que o Ibovespa vinha de cinco altas consecutivas, um total de 5,19%. Isso porque alguns players buscaram maximizar ganhos em carteiras no fim do ano. No acumulado de 2016, o Ibovespa teve avanço de quase 39%. As ações de bancos também se destacaram em queda no pregão de hoje, tendo como destaques Banco do Brasil (-1,96%) e Bradesco ON (-1,10%). Entre as que compõem a carteira teórica do Ibovespa, as maiores quedas do dia ficaram com Klabin Unit (-3,50%), Marfrig ON (-3,18%) e Cosan PN (-2,62%). Já as altas mais significativas foram de Localiza ON (+2,10), Brasil Malls ON (+1,09%) e MRV ON (+1,01%).
Dólar sobe com mercados fechados nos Estados Unidos
O dólar à vista subiu ao nível de R$ 3,28, com ajustes de posições antes da retomada dos negócios nos EUA. Em um dia de baixa liquidez, a divisa norte-americana avançou à máxima de R$ 3,2879 (+1,10%) antes de encerrar, já com alguma acomodação, aos R$ 3,2812 (+0,89%). Os investidores ajustaram suas carteiras no período vespertino e assumiram posições mais defensivas. Os mercados norte-americanos voltam hoje à ativa depois da pausa nesta segunda-feira. No segmento futuro, a busca por proteção se traduziu numa elevação de 1,05%, aos R$ 3,3145, no dólar para fevereiro. Na máxima, o contrato marcou R$ 3,3160 (+1,10%). O volume de negócios foi baixo, de US$ 1,889 bilhão no mercado à vista.
Taxas de juros apresentam queda por inflação baixa
Os juros futuros encerraram a primeira sessão do ano em queda. O ajuste para baixo nas taxas ocorreu com a leitura de analistas sobre um movimento desinflacionário maior vindo, sobretudo, da manutenção da bandeira verde sobre as contas de energia elétrica, de um redutor sobre o novo salário mínimo e do recuo do PMI Industrial do Brasil. O DI para janeiro de 2018 fechou na mínima, a 11,45%, ante 11,54% no ajuste da última quinta-feira, 29. O DI para janeiro de 2019 encerrou a primeira sessão de 2017 a 10,97% ante 11,05% no último ajuste. O DI para janeiro de 2021 também fechou na mínima, a 11,21%, ante 11,34% no ajuste da última quinta-feira.





