Economia Atualizado em 23/12/2016, 00:01
Mercado financeiro
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Agência Estado 
Subiu - petróleo
Desceu - dólar
Apesar da baixa, Bovespa fecha acima das mínimas do dia
A Bovespa operou em queda durante boa parte do dia e terminou no vermelho, mas fechou o pregão acima das mínimas do dia. Sem grandes notícias para guiar os negócios, acabou pesando o desempenho da Vale, que foi afetada por uma retração nos preços do minério de ferro. O Ibovespa terminou a sessão de ontem com baixa de 0,68%, aos 57.255,22 pontos. O volume de negócios ficou em R$ 6,05 bilhões. Entre as blue chips, Vale (ON -4,15% e PN -5,18%) caiu forte e Petrobras (ON -1,21% e PN -2,30%) também recuou, mesmo com uma alta nos preços do petróleo hoje. Os bancos (Itaú PN +0,82% e Bradesco -0,59%) tiveram desempenho misto.
Minérios caem na China e derrubam ações da Vale
O minério de ferro negociado na China caiu 2,8% ontem, a US$ 77,1 a tonelada seca, e as perspectivas dos analistas para o próximo ano não são boas. Depois de subir quase 100% este ano, a entrada de novas unidades produtoras no mercado em 2017 deve fazer os preços recuarem para a faixa de US$ 55 a tonelada. Já o petróleo Brent subiu 1,08% hoje, a US$ 55,05 o barril. Na noite anterior, a Petrobras anunciou um acordo de US$ 2,2 bilhões com com a francesa Total, que inclui a venda de fatias de campos do pré-sal. Com o negócio, a petroleira chega a US$ 13 bilhões em ativos vendidos entre o ano passado e 2016, próxima dos US$ 15,1 bilhões previstos até o dia 31 de dezembro.
Dólar desce ao menor valor desde setembro
O dólar fechou em queda frente o real pelo quarto dia seguido, reagindo a novos ingressos de capitais pela via financeira e a um movimento de desmontagem de posições cambiais por fundos nacionais. No fechamento, a divisa à vista estava em baixa de 0,86%, aos R$ 3,3009 - menor valor desde 9/11/2016, quando foi divulgado o resultado da eleição presidencial norte-americana, e a moeda fechou em R$ 3,2232. Nas últimas quatro sessões, acumula perda de 2,611%. O giro total registrado nesta quinta somava cerca de US$ 2,887 bilhões. No dia, oscilou da mínima, aos R$ 3,2948 (-1,04%), até máxima aos R$ 3,3467 (+0,51%).
Juros de curto prazo se mantêm estáveis
Os juros futuros de curto prazo encerraram estáveis ontem, enquanto aqueles com vencimento intermediário e longo fecharam a sessão regular da BM&FBovespa em baixa moderada. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em fevereiro de 2017, o primeiro a vencer depois da próxima reunião do Copom, fechou com taxa de 13,355%, de 13,356% no ajuste de quarta-feira. O DI janeiro de 2018 terminou com taxa de 11,59%, ante 11,60% no último ajuste. A taxa do DI janeiro de 2019 caiu de 11,19% para 11,14% e a do DI janeiro de 2021, de 11,48% para 11,43%. Para o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano, o RTI confirmou que há espaço para intensificação do ritmo de cortes
da Selic na reunião de janeiro.


