Economia Atualizado em 21/12/2016, 09:02
Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Agência Estado 
Subiu - Cielo ON
Desceu - Petrobras
Renegociação de dívidas de Estados pauta cotações
O dólar acompanhou a melhora da percepção de risco do País e recuou pelo segundo dia consecutivo frente ao real. No mercado à vista, a moeda encerrou em queda de 0,77% aos R$ 3,3463. De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,592 bilhão. Já no segmento futuro, o contrato para janeiro fechou em baixa de 0,43%, aos R$ 3,3600, com giro de US$ 14,267 bilhões. O ambiente mais propício aos negócios foi atribuído por especialistas a uma série de fatores, desde a desaceleração da alta no exterior até a votação na Câmara Federal sobre a renegociação da dívida dos Estados. Na mínima, a divisa recuou a R$ 3,3403 (-0,95%) no mercado à vista.
Setor financeiro impulsiona índice Bovespa para cima
A Bovespa encerrou o pregão desta terça-feira, 20, em alta, impulsionada pelo setor financeiro. As ações da Cielo e dos bancos avançaram com declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sobre medidas para o setor de crédito. Porém, a reação positiva reflete mais o que não foi anunciado: a redução do prazo de pagamento das vendas aos lojistas, de 30 dias para dois dias. O índice à vista terminou o pregão com valorização de 0,83%, aos 57.582,89 pontos, em linha com as pares internacionais. Liderando os ganhos do Ibovespa, as ações ON da Cielo avançaram 4,98%, levando Itaú Unibanco PN (+2,55%), Bradesco PN (+2,16%), Banco do Brasil ON (+1,63%) e Santander units (+1,25%).
Petrobras vai na contramão de alta do petróleo no exterior
No caso das blue chips, as ações da Petrobras limitaram os ganhos do Ibovespa e terminaram em queda de 0,18% (ON) e 0,07% (PN), a despeito da valorização dos contratos futuros de petróleo negociados no exterior. No mercado de Nova York, o barril de WTI subiu US$ 0,11, a US$ 52,23, no último dia de transação de contratos para entrega em janeiro. Em Londres, o Brent para fevereiro subiu US$ 0,43, a US$ 55,35. A decisão de cerca de 20 países petroleiros de reduzir desde janeiro a produção gera perspectivas de um alívio da oferta excessiva que derruba os preços. Já os papéis da Vale avançaram 2,03% (ON) e 1,54% (PNA), o que levou à recuperação de parte das fortes perdas da véspera.
Taxas de juros
Os juros futuros de curto prazo encerraram a sessão perto da estabilidade, os de prazo intermediário terminaram levemente pressionados e os longos, com viés de baixa, em sessão de volume bastante fraco. Ao final da jornada regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2017 terminou em 13,030%, estável; o DI para janeiro de 2018 encerrou em 11,68%, de 11,66% no último ajuste. O DI janeiro de 2019 fechou em 11,32%, de 11,29%, e o DI janeiro de 2021 passou de 11,79% para 11,70%. Os vencimentos mais curtos pouco oscilaram porque a ideia de aceleração de corte da Selic a partir de janeiro está amadurecida e não houve destaques na agenda ou no noticiário.


