Subiu - Dólar

Desceu - Ibovespa

Dólar sobe e bolsa cai em reação à alta de juros nos EUA



Após dia conturbado, dólar fecha em alta de 1,09%
O dólar fechou próximo das máximas frente ao real ontem, em linha com movimento global de reprecificação de ativos. Em dia de instabilidade, o combustível desse avanço foi a decisão de política monetária do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos). A instituição anunciou aumento de juros em 0,25 ponto porcentual para o intervalo de 0,50% a 0,75%. Além da mudança em si, que já era prevista, foram divulgadas projeções para elevação nas taxas, de três vezes ao ano até 2019. O dólar à vista fechou aos R$ 3,3623, em alta de 1,09%, bem próximo da máxima de R$ 3,3628 (+1,10%), com volume de negócios de US$ 1,155 bilhão.

Demissão de amigo de Temer agitou mesas de operação
A apreensão nas mesas de operação também refletiu o incerto cenário político no Brasil. Ontem, o assessor especial da presidência e amigo de Temer há 50 anos, José Yunes, entregou sua carta de demissão, após ser citado em delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo. Esta foi a primeira baixa do governo do presidente Michel Temer em decorrência da apelidada "Delação do Fim do Mundo". Diante de um noticiário tão intenso aqui e lá fora, o início dos negócios no câmbio foi de instabilidade, com lucros e perdas nas revendas durante o dia, antes do fechamento perto da máxima.

Bovespa acompanha baixa de bolsas norte-americanas
A Bovespa acompanhou ontem a reação negativa dos demais ativos domésticos e das bolsas norte-americanas ao comunicado do Fed. O Ibovespa fechou na mínima de 58.212 pontos (-1,80%). Na máxima, avançou apenas 0,10%, com 59.338 pontos. O volume foi de R$ 13,260 bilhões. Em dezembro, a bolsa tem perdas de 5,97% e em 2016, avanço de 34,29%. Petrobras PN caiu 4,60% e Vale PNA recuou 2,19%. Gerdau PN teve baixa de 6,76%. O setor financeiro operou em alta durante boa parte da sessão, mas sucumbiu depois do Fed. Banco do Brasil ON recuou 2,43% e BM&FBovespa, -3,31%. Itaú Unibanco PN fechou com queda de 0,21%

Juros curtos e médios fecham em baixa; futuros ficam estáveis
Juros curtos e médios fecharam ontem em queda, provocada pelo reforço adicional na perspectiva de que o Banco Central brasileiro deve acelerar o ritmo de corte da Selic. Nos vencimentos longos, a partir de janeiro de 2021, a estabilidade, com ligeiro viés de alta, foi determinada pela cautela dos investidores com incertezas no cenário político. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 tinha taxa de 11,78%, ante 11,83% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2019 caía de 11,46% para 11,41% (mínima). No trecho longo, o DI para janeiro de 2021 indicava 11,84%, de 11,85%.

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