Mercado financeiro
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Agência Estado 
Subiu - Banco do Brasil
Desceu - Vale
Dólar fecha em baixa com atuação do BC e PEC do Teto
Realização de lucros leva à menor desvalorização cambial
O dólar recuou frente ao real nesta terça-feira, 13, pela sétima sessão consecutiva, beneficiado pelo atuação do Banco Central (BC) e pela aprovação da PEC do Teto de Gastos no Congresso. No mercado à vista, a divisa dos Estados Unidos fechou em queda de 0,62%, aos R$ 3,3262, no menor nível desde 9 de novembro (R$ 3,2232). Foi a sétima baixa consecutiva, com recuo acumulado de 4,19%. O volume de negócios totalizou US$ 2,055 bilhões. A validação da PEC do Teto já era aguardada pelo mercado e, por isso, houve arrefecimento da baixa atribuído à realização de lucros. No mercado futuro para janeiro, encerrou em baixa de 0,12%, aos R$ 3,3540. O volume negociado somou US$ 13,785 bilhões.
Bolsa tem leve alta em dia de baixa flutuação
O mercado de ações rondou a estabilidade. A aprovação da PEC do Teto dos Gastos foi considerada positiva, mas em boa medida já estava precificada. Adicionalmente, a postura cautelosa teve ainda influência da expectativa pela decisão do Federal Reserve de hoje. Papéis ligados a commodities pressionavam para baixo e o setor financeiro fazia o contraponto, recuperando parte das perdas fortes do dia anterior. Após cair mais de 3% nas últimas sessões, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,17%, com 59.280,56 pontos. Oscilou entre 58.757,51 pontos (-0,71%) e 59.946,43 pontos (+1,30%). O volume somou R$ 8,455 bilhões. Em dezembro, a bolsa tem recuo de 4,24% e em 2016, alta de 36,75%.
Blue chips e siderúrgicas têm resultados negativos
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN caíram 0,65% e 0,96%, respectivamente. Vale PNA fechou em baixa de 4,12% e Vale ON recuou 3,93%. Gerdau PN teve retração de 3,55% e CSN ON diminuiu 0,72%. No setor financeiro, Itaú Unibanco ON terminou em alta de 0,46% e Banco do Brasil ON, de 0,90%. Bradesco PN fechou com ganho de 0,40%. A cautela com a decisão do banco central dos EUA também desestimulou a montagem de posições. "Para o investidor estrangeiro, esse é um evento relevante. Desde a eleição do Trump, tem havido muita saída de fluxo externo para surfar a onda dos juros lá fora. Até agora esse fluxo não voltou", disse o diretor da Valor Gestora de Recursos, William Castro Alves.
Taxas de juros mantém viés de alta com cenário político
Os juros futuros encerraram a terça-feira, 13, com viés de alta. A direção, inversa à registrada no começo do dia, foi atribuída a uma correção de posições, após a aprovação em segundo turno no Senado da PEC que limita os gastos. Também contribuiu para o movimento, ainda que em menor grau, alguma cautela quanto à reforma da Previdência. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 apontava a máxima de 11,83%, ante 11,82% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2019 tinha taxa de 11,46%, de 11,43% no ajuste anterior. A taxa do contrato para janeiro de 2021 subia de 11,79% para 11,85%.


