Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Agência Estado 
Subiram - Taxas de juros
Desceu - Dólar
Dólar fecha em queda com exterior e bolsa também cai
Divisa americana recua 0,72%
O dólar à vista fechou em baixa ontem, alinhando-se ao recuo frente a divisas de economias emergente e ligadas a commodities. O movimento foi direcionado, principalmente, pelo acordo entre grandes produtores de petróleo para limitar a oferta e apoiar os preços da commodity. No entanto, a baixa do dólar foi limitada pelo ambiente político tenso no Brasil. Para o cenário doméstico, a principal preocupação citada por profissionais de câmbio era o impacto da crise política na agenda econômica do governo. Depois de uma sessão de contrastes, o dólar à vista encerrou em baixa de 0,72%, aos R$ 3,3470. De acordo com dados da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,264 bilhão.
Delações jogam interesse para juros futuros
O aumento da incerteza política, em decorrência do vazamento de delação premiada de um ex-executivo da Odebrecht e seus desdobramentos, foi responsável pelo fechamento em alta dos juros de longo prazo. Já as taxas curtas terminaram em baixa, com o crescimento das apostas de que o Banco Central deve acelerar o ritmo de corte da Selic a partir de janeiro após indicações da autoridade monetária. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 tinha taxa de 11,82%, ante 11,87% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 caía de 11,47% para 11,43%. O DI para janeiro de 2021 subia de 11,77% no ajuste de sexta-feira para 11,79%.
Cenário político derruba Bovespa
A Bovespa aprofundou as perdas para mais de 2% durante a tarde de ontem e quase perdeu os 59 mil pontos, em meio ao agravamento das tensões no cenário político. Apenas sete ações conseguiram terminar no azul a segunda-feira, marcada pelo aumento dos riscos para a governabilidade de Michel Temer e para a aprovação das reformas econômicas. O Ibovespa fechou em queda, a terceira consecutiva, de 2,19%, aos 59.178,61 pontos. Na mínima, caiu 2,42%, a 59.034,94 pontos e na máxima subiu 0,03%, para 60.516,60 pontos.
Em dezembro acumula perdas de 4,41%. Em 2016, a bolsa sobe 36,52%.
Crise no governo afeta setor financeiro
Embora acredite que a aprovação da PEC do Teto dos Gastos em segundo turno no Senado, hoje, esteja assegurada, o mercado teme pela governabilidade de curto prazo em razão da avalanche de notícias negativas e não descarta a possibilidade de Temer não conseguir terminar o mandato. O setor financeiro foi um dos mais castigados. Itaú Unibanco PN caiu 4,13% e Banco do Brasil ON fechou em queda de 4,77%. Metalúrgica Gerdau PN (-8,84%) e Gerdau PN (-5,83%) lideraram as maiores baixas do Ibovespa. Vale, mesmo diante da alta de 4% no preço do minério, também terminou em baixa, de 1,21% (PNA) e 0,41% (ON).


