Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de dezembro de 2016
Agência Estado 
Petrobras ON sobe
Vale desce
Dólar fecha em baixa pela quarta sessão consecutiva
Divisa cai 0,68% e encerra a R$3,3798
O dólar fechou ontem em baixa pela quarta sessão consecutiva. O recuo da divisa norte-americana foi direcionado pela expectativa de que as medidas de ajuste fiscal tramitarão no Congresso com mais tranquilidade, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter Renan Calheiros na presidência do Senado. O dólar à vista encerrou em baixa de 0,68%, aos R$ 3,3798, somando perda de 2,65% em quatro sessões. Ao longo do dia a divisa variou entre a máxima de R$ 3,4173 (+0,43%) e a mínima de R$ 3,3717 (-0,91%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,376 bilhão.
Ibovespa encerra sessão perto da mínima
A bolsa partiu para uma realização de lucros na etapa vespertina após ter fechado em alta nas duas sessões anteriores e também durante a manhã. Desse modo, a Bovespa foi na contramão da alta de suas pares no exterior, que repercutiram a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de estender seu programa de recompra de bônus até o final do ano que vem. No fechamento, o Ibovespa tinha 60.676,56 pontos, queda de 1,20%, não muito distante da mínima de 60.499 pontos (-1,49%). Na máxima, chegou perto dos 62 mil pontos, aos 61.936 pontos (+0,85%). O volume foi novamente fraco, somando R$ 6,509 bilhões.
Petrobras ON fecha em alta de 0,22%
Ao longo da jornada vespertina, o Ibovespa atingiu as mínimas com a piora dos segmentos de mais peso na carteira teórica. Petrobras ON ainda conseguiu fechar em alta, de 0,22%, e a PN caiu 1,01%. O petróleo com vencimento em janeiro encerrou com alta de 2,14%, a US$ 50,84, o barril do tipo WTI na Nymex. As ações da Vale e de siderurgia devolveram parte da disparada recente e fecharam em baixa. Vale ON cedeu 2,90% e a PNA, -3,99%. CSN ON caiu 3,16%. A etapa inicial, no entanto, havia sido de ganhos para os papéis, respaldados por dados positivos do comércio exterior da China.
Permanência de Renan faz cair juros futuros
Os juros futuros fecharam em baixa, em decorrência da permanência de Renan Calheiros na presidência do Senado. Os profissionais atribuíram a direção, principalmente, à diminuição da tensão envolvendo o cenário político. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de estender seu programa de recompra de bônus até o final de 2017 contribuiu para a queda das taxas. Ao término da sessão regular, contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2018 tinha taxa de 11,90%, de 11,92%. Para janeiro de 2019, a taxa projetada era de 11,48% (11,55% na véspera). O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,75% (11,95%).


