Subiu - Vale

Desceu - Dólar

Dólar fecha em queda frente ao real com Renan mantido

Para analistas, peemedebista manterá votações de ajustes
O dólar fechou em queda frente ao real nesta quarta-feira, 7, em movimento que antecipou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter Renan Calheiros na Presidência do Senado. A leitura do mercado é de que, com o peemedebista à frente, estaria garantida a tramitação das medidas de ajuste fiscal na Casa. No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,42%, aos R$ 3,4028. Na máxima, a divisa aos R$ 3,4200 (+0,08%), enquanto a mínima, mais cedo, ficou em R$ 3,3776 (-1,16%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,278 bilhões. O dólar para janeiro de 2017 caiu 0,80%, aos R$ 3,4075 e com giro de US$ 14,284 bilhões.

Bovespa tem alta moderada puxada pelas siderúrgicas
A Bovespa sustentou-se em alta moderada, amparada nos ganhos firmes das ações da Vale e siderúrgicas, principalmente, e também pelo bom desempenho das bolsas no exterior. Na ponta oposta, Petrobras e parte do setor financeiro caíram. Uma eventual reação à decisão do STF deverá ficar para hoje. O Ibovespa subiu 0,53%, aos 61.414,40 pontos. Na mínima, caiu 0,04%, aos 61.062 pontos e, na máxima, subiu 1,36%, aos 61.918 pontos. O volume foi de R$ 8,300 bilhões. Em dezembro, as perdas foram reduzidas para 0,79%. Em 2016, a bolsa acumula ganhos de 41,67%. As ações da Vale tiveram mais um dia de alta firme, levando a reboque as siderúrgicas, pelo avanço de quase 5% nos preços do minério de ferro na China.

Preços do petróleo fazem cair papéis da Petrobras
Vale PNA subiu 3,11% e Vale ON, +3,43%. Gerdau avançou 4,73%. Usiminas PNA fechou em +3,74%, após a Moody's elevar o rating da companhia de Ca para Caa2 em escala global. Já Petrobras PN recuou 1,80% e a ON caiu 1,56%, alinhadas ao declínio dos preços do petróleo, que por sua vez sofreram correção diante da cautela antes da reunião da Opep com membros de fora do cartel na sexta-feira e também em razão da alta acima da esperada dos estoques de gasolina nos EUA na semana passada. O setor financeiro teve desempenho misto, embora papéis de peso no índice, como Itaú Unibanco PN (-0,79%) e Bradesco PN (-0,62%), tenham fechado em baixa.

Juros fecham em baixa com sinal de redução da Selic
Os juros futuros fecharam em baixa, com taxas de curto prazo guiadas pelo reforço na sinalização do Banco Central de que o ritmo de corte da Selic deverá aumentar em janeiro e as longas, pela perspectiva de permanência de Renan à frente da presidência do Senado. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 apontava 11,92%, ante 11,96% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2019, 11,55%, na máxima, de 11,59%. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,95%, ante 12,06% no ajuste de véspera. Nos cálculos de um profissional da área de renda fixa, há chance grande de corte de 0,50 ponto porcentual da Selic em janeiro.

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