Bovespa sobe
Dólar desce

Dólar recua de olho no noticiário político

Divisa norte-americana fecha com queda de 0,23%
O câmbio doméstico seguiu de perto as reviravoltas do imprevisível cenário político brasileiro e as discussões em torno do efeito político sobre o ajuste fiscal. No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,23%, aos R$ 3,4172, com alguma distância das mínimas. Além do valor de encerramento, a amplitude das oscilações foi um retrato da instabilidade do dia: o dólar variou de R$ 0,0689 ou 2,01 pontos porcentuais da mínima de R$ 3,3965 (-0,83%) à máxima de R$ 3,4654 (+1,18%), observada pela manhã. De acordo com dados registrados na BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,052 bilhão.

Bovespa sobe com noticiário corporativo e afastamento de Renan
A bolsa ampliou os ganhos na tarde de ontem quando passou a renovar máximas, subindo mais de 2% e rompendo o nível dos 61 mil pontos, amparada ainda pelo noticiário corporativo e por novidades no caso do afastamento de Renan da presidência do Senado. O Ibovespa fechou aos 61.088,24 pontos, em alta de 2,10%. Oscilou da mínima de 59.396 pontos (-0,73%) à máxima de 61.235 pontos (+2,35%). Em dezembro, acumula perda de 1,32% e em 2016, alta de 40,92%. O destaque do pregão foram as ações da Petrobras. O desempenho dos papéis da JBS também chamou a atenção.

Petrobras e JBS foram os destaques do pregão
No campo corporativo, o mercado comemorou os reajustes anunciados pela Petrobras entre segunda-feira e ontem nos preços da gasolina, diesel e gás industrial. Petrobras PN foi a ação mais negociada da bolsa e fechou em alta de 3,13%. Petrobras ON subiu 3,27%. JBS ON (+19,07%) liderou com folga o ranking das maiores alta do Ibovespa, após a empresa anunciar que o Conselho de Administração aprovou o protocolo do pedido de registro da JBS Foods International (JBSFI) na Securities and Exchange Comission (SEC) para uma oferta pública inicial de ações na Bolsa de Nova York (Nyse). BRF ON avançou 3,57%.

Selic coloca juros futuros em baixa
A indicação de que o Banco Central deve acelerar o ritmo de corte da Selic, extraída da ata do Copom na manhã de ontem, colocou em baixa aos juros futuros de curto prazo. Já os juros longos terminaram o dia com viés de alta, refletindo as dúvidas em torno do cenário político e do calendário das medidas de ajuste fiscal no Congresso. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 projetava 11,96%, ante 12,03%. O DI para janeiro de 2019 indicava 11,59%, de 11,61%. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,06%, de 12,02%.

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