Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de dezembro de 2016
Agência Estado 
Vale sobe
Petrobras desce
Dólar fecha em queda com alívio político e exterior
Divisa norte-americana cai mais de 1%
O dólar fechou ontem em queda frente ao real alinhando-se ao movimento mais amplo de correção no exterior. Lá fora, em meio à alta do petróleo e ao recuo dos juros dos Treasuries, a moeda norte-americana cedeu terreno para divisas de economias emergentes e ligadas a commodities, assim como o Dollar Index aprofundou as perdas. Por aqui, o recuo foi ainda maior, por causa de ajustes em posições defensivas montadas contra a crise política nacional na semana passada. No mercado à vista, o dólar à vista encerrou em queda de 1,35%, aos R$ 3,4250.
Bovespa tem queda de 0,80%
A Bovespa não acompanhou a melhora de humor vista nos demais mercados domésticos e operou majoritariamente em queda. Do mesmo modo, o desempenho contrariou o sinal positivo visto nas ações no exterior. Internamente, Petrobras e bancos recuaram, enquanto Vale e siderúrgicas fecharam em alta. O Ibovespa recuou 0,80%, encerrando com 59.831,72 pontos. Na mínima, marcou 59.635 pontos (-1,13%) e na máxima, 60.720 pontos (+0,67%). Com o resultado de ontem, as perdas em dezembro foram ampliadas para 3,35%. Em 2016, contudo, os ganhos são de 38,02%. O volume foi de R$ 6,198 bilhões.
Petrobras e bancos recuam, Vale e siderúrgicas sobem
As ações da Petrobras recuaram. Petrobras PN caiu 1,07% e Petrobras ON, -3,38%. O setor financeiro teve um dia de perdas, mas o principal papel do índice à vista, Itaú Unibanco PN (-0,35%) teve o desempenho "menos ruim" em relação aos seus pares. Banco do Brasil caiu 1,91% e Santander Unit, -1,09%. Na ponta oposta, Vale e siderúrgicas seguiram em trajetória ascendente. Vale ON, que em poucas sessões de dezembro tem alta de mais de 6% acumulada, avançou 0,37%. Vale PNA, +0,80%. Usiminas PNA subiu +1,76% e Gerdau PN, +1,16%.
Reforma da Previdência e Selic reduzem juros futuros
Os juros futuros fecharam em baixa acentuada, refletindo um tom positivo gerado por expectativas em torno do detalhamento, na tarde de ontem, da reforma da Previdência e, hoje, da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a decisão de cortar a Selic para 13,75%. O dólar e os rendimentos dos Treasuries contribuíram para a queda. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 tinha taxa de 12,03%, ante 12,24% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2019 caía de 11,92% para 11,61%. No trecho longo da curva a termo, o DI para janeiro de 2021 indicava 12,02%, de 12,34%.


