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Bovespa fecha com queda de 3,88%
A aversão ao risco em função do quadro político agravou-se na tarde de ontem, levando a bolsa a ampliar as perdas para mais de 4% e a renovar mínimas, perdendo o patamar dos 60 mil pontos. Neste 1º de dezembro, a Bovespa fechou aos 59.506,54 pontos (-3,88%), menor patamar desde 11/11/2016, três dias após a eleição de Donald Trump nos EUA, quando marcou 59.183,50 pontos. Em termos porcentuais, foi a maior queda desde 2/2/2016 (-4,87%). Na mínima, atingiu 59.058 pontos (-4,60%) e na máxima, 61.911 pontos (+0,01%). O volume somou R$ 11,887 bilhões. Em 2016, a bolsa tem ganho acumulado de 37,27%.

8ª fase da Operação Zelotes penaliza bancos
Entre os segmentos da bolsa, um dos mais penalizados foi o de bancos, não somente por serem papéis de alta liquidez, mas também pelo noticiário sobre a Operação Zelotes, que investiga um esquema de manipulação em processos e julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A 8ª fase deflagrada ontem envolve o Itaú Unibanco, que admitiu que Polícia Federal fez diligência em suas dependências, mas para buscar documentos relativos a processos tributários do BankBoston. De todo modo, o papel PN caiu 4,55%. O índice financeiro da bolsa encerrou com perda de 4,97%.

Dólar sobe 2,33% e encerra sessão aos R$ 3,4669
O dólar fechou em alta acentuada frente ao real, sustentado pelo ambiente político conturbado no País e pelas discussões em torno do aperto monetário nos Estados Unidos. Nos piores momentos da sessão, a divisa norte-americana superou os níveis de R$ 3,47 no mercado à vista e R$ 3,50 no segmento futuro. No mercado à vista, encerrou em alta de 2,33%, aos R$ 3,4669. De acordo com dados registrados na BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,163 bilhão, maior nível de fechamento desde 15 de junho de 2016. Na máxima, o dólar avançou aos R$ 3,4780 (+2,66%) e tocou o maior nível desde 11 de novembro.

Pressão externa e cenário doméstico elevam juros
Os juros futuros confirmaram no fechamento a forte alta determinada no começo do dia pela combinação de pressão vinda do exterior e piora do cenário doméstico. O avanço de ontem esteve em sintonia com os ganhos do dólar ante o real e dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2021 - que melhor reflete a percepção de risco - apontava alta de 50 pontos base, de 11,76% para 12,26% (máxima da sessão). A taxa do DI para janeiro de 2019 subiu de 11,57% para 11,91% e a do DI para janeiro de 2018, de 12,06% para 12,26%.

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