Ibovespa fecha em alta de 1,51%, graças à Petrobras
O Ibovespa avançou nesta quarta-feira, 30, e recuperou parte das perdas de quase 3% registradas na véspera. No entanto, os ganhos no fechamento estavam bem abaixo dos mais de 2% vistos durante à tarde. O principal motivo da alta foi o acordo para o corte da produção de petróleo em 1,2 milhão de barris por dia, definido na reunião da Opep. O principal índice de ações da bolsa encerrou aos 61.906,35 pontos, com alta de 1,51%. Terminou novembro acumulando recuo de 4,65%. Mas no ano acumula avanço de 42,81%. O volume ficou em R$ 11,700 bilhões, acima da média diária para o mês, que é de R$ 9,1 bilhões.

Nova política de preços da estatal também influencia
O melhor momento do dia foi no meio da tarde, quando o acordo da Opep foi divulgado oficialmente, ampliando os ganhos das ações da Petrobras para mais 10% e mais de 11%, na PN e ON, respectivamente. Com a nova política de preços da estatal, de acompanhar as oscilações do mercado internacional, a correlação entre as ações e commodity se fortaleceu. Petrobras PN encerrou em +9,14% e Petrobras ON, em +10,60%. Ainda sobre a companhia, acionistas em assembleia geral extraordinária (AGE) aprovaram a determinação de que o plano de investimento da Petrobras passa a ser, a partir desta quarta-feira, de responsabilidade do conselho de administração da empresa e não mais da diretoria executiva.

Dólar termina em queda de 0,22% a R$ 3,3878
O dólar fechou em queda frente ao real, alinhando-se ao movimento observado ante outras moedas de emergentes ligados a commodities. O recuo teve como principal catalisador o avanço nos preços de petróleo. Por aqui, a baixa na divisa norte-americana foi de 0,22%, aos R$ 3,3878 no mercado à vista. Ao longo do dia, a moeda oscilou de R$ 3,3770 (-0,53%) a R$ 3,4064 (+0,44%), enquanto o volume de negócios somou US$ 1,615 bilhão. No ano, há queda de 14,45%. O dólar futuro para janeiro de 2017 encerrou em baixa de 0,41%%, aos R$ 3,4160, com amplitude de R$ 3,4075 (-0,66%) a R$ 3,4390 (+0,26%). O giro total movimentado com esse contrato ficou em US$ 19,326 bilhões.

Aperto fiscal nos EUA exerce pressão de alta
A perspectiva de início de aperto monetário nos Estados Unidos trouxe alguma pressão de alta para o dólar. O Dollar Index, por exemplo, subia 0,52% no final da tarde. A criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos ficou acima do esperado e, com isso, cresce a expectativa para o que payroll sinalizará na sexta-feira. Domesticamente, aumentou a confiança no ajuste fiscal e nas reformas propostas pelo governo, incluindo a previdenciária. O plenário do Senado aprovou ontem à noite o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos em primeiro turno. A taxa Ptax encerrou em R$ 3,3967, queda de 0,27% frente ao fechamento da véspera, mas alta de 6,78% no acumulado de novembro.

Expectativas sobre Selic fazem juros fecharem em baixa
Os juros futuros terminaram o dia em baixa. O movimento decorreu da manutenção das apostas de que o Copom cortaria a Selic, o que de fato aconteceu. O resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB), anunciado de manhã, colaborou para a queda. O sócio e gestor da Modal Asset, Luiz Eduardo Portella, lembrou que no começo do dia o PIB veio melhor que a mediana das estimativas, mas desencadeou uma revisão de projeções para baixo entre os analistas. "Nós vamos revisar a estimativa para o PIB em 2017 de 1% para próximo de 0,60%", antecipou. Na mesma direção, o Bradesco cortou sua previsão de 1% para 0,30%. As justificativas foram "perspectivas mais fracas para consumo, investimentos e exportações".

DI para janeiro de 2021 fica em 11,76%
No terceiro trimestre ante o segundo, o PIB encolheu 0,8%. A mediana das previsões era negativa em 0,9%. O Ministério da Fazenda avaliou, em nota, que a "principal razão para queda foi elevado endividamento das empresas". Também disse que projeções de baixa de 3,5% do PIB em 2016 e de alta de 1% em 2017 estão mantidas. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,599%, ante 13,613% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2018, de 12,06% (12,08% na terça) e o para janeiro de 2019, de 11,57% (11,61%). O contrato para janeiro de 2021 indicava 11,76%, mínima, de 11,86% no ajuste anterior.

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