Dólar
sobe

Bovespa
desce

Bolsa termina sessão em baixa de quase 3%
A Bovespa passou ontem por uma realização de lucros, estimulada pelo recuo nos preços de commodities, que afetou setores importantes da bolsa, como petróleo, mineração e siderurgia. Internamente, o destaque foram as ações da Vale, que, após subirem entre 6% e 7% na segunda-feira, ontem devolveram quase todo o ganho da véspera. As ações da Petrobras foram penalizadas pelo tombo de mais de 3% dos preços do petróleo. No final da sessão, papéis do setor financeiro acentuaram as perdas, fazendo com que o índice perdesse o nível dos 61 mil pontos e fechassem em baixa de quase 3%. O Ibovespa fechou com 60.986,51 pontos (-2,97%).

Índice financeiro fecha com queda de 2,26%
O setor financeiro teve um desempenho bastante negativo, principalmente no período da tarde, o que pesou para que a bolsa ampliasse as perdas e renovasse mínimas no final do dia. Itaú Unibanco ON caiu 2,42%; Bradesco PN cedeu 3,17%; e Santander Unit, -3,65%. O índice financeiro fechou em baixa de 2,26%. Pode ter contribuído para acelerar a realização do setor a aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado de um projeto que pode limitar os juros do cartão de crédito a duas vezes a taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que seguirá para votação em plenário.

Petróleo e aperto monetário elevam dólar frente ao real
O dólar fechou em alta frente ao real, mas distanciou-se das máximas durante a tarde. O avanço da divisa norte-americana foi determinado pela acentuada queda nos preços de petróleo e pela perspectiva de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos está prestes a começar. Por outro lado, o mercado entrou em ritmo de espera pela votação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos. No mercado à vista, o dólar encerrou em alta de 0,26%, aos R$ 3,3951. De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,219 bilhão.

PIB e corte da Selic reforçam baixa dos juros futuros
Expectativas de que o resultado do PIB no terceiro trimestre gere revisões para pior nas projeções para a economia doméstica se somaram a ajustes de posição relacionados ao provável corte da Selic e reforçaram a trajetória de baixa dos juros futuros. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 indicava 13,613% ao término da sessão regular, de 13,620% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 tinha taxa de 12,08%, ante 12,12%; e o DI para janeiro de 2019, de 11,61% (11,68%). O contrato com vencimento em janeiro de 2021 apontava 11,86%, de 11,91%.

mockup