Moeda norte-americana caiu 0,62%, fechando a R$ 3,3863
O dólar fechou em queda frente ao real nesta segunda-feira, 28, direcionado pelo alívio na política. Num movimento que ganhou força à tarde, o dólar negociado à vista no balcão fechou em baixa de 0,62%, aos R$ 3,3863. A movimentação no mercado somou US$ 797,862 milhões. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para dezembro encerrou em queda de 0,97%, aos R$ 3,3860, com giro total de US$ 12,771 bilhões. O ambiente externo também favoreceu ativos de mercados emergentes, como o real. O avanço dos contratos futuros de petróleo abriu caminho para um desempenho positivo entre os emergentes. No final da tarde, a queda do dólar frente ao peso mexicano era de 0,19%.

Profissionais do mercado veem menos risco para governo Temer
A leitura entre os profissionais de mercado é que diminuíram os riscos para o governo de Michel Temer e, com isso, houve espaço para retomada da confiança no ajuste fiscal. Uma das justificativas é o tom mais ameno adotado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, depois de acusar o presidente Temer de tráfico de influência. Também foi bem recebido pelos agentes de câmbio o pacto entre Temer e os presidentes do Poder Legislativo, Renan Calheiros (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara), para barrar proposta de anistia a crimes de caixa 2 em campanhas eleitorais no pacote anticorrupção. A anistia, caso aprovada, seria vista como potencial fagulha para estourar protestos pelo País.

Ibovespa sobe 2,11% e encosta nos 63 mil pontos
Mesmo com as bolsas americanas em queda, o Ibovespa começou a semana em alta firme, encostando nos 63 mil pontos, no nível mais elevado desde o dia 9 de novembro, após a divulgação do resultado da eleição nos EUA. Os argumentos para o justificar o avanço foram o bom desempenho das commodities, que ajudou papéis da Petrobras, Vale e siderúrgicas, e também o avanço do setor financeiro. O Ibovespa fechou com 62.855,49 pontos, alta de 2,11%. Na máxima, já nos ajustes finais, marcou 62.934,36 pontos (+2,23%). Na mínima, caiu 0,52%, aos 61.240 pontos. O volume somou R$ 6,452 bilhões. Com o resultado, as perdas no mês foram reduzidas de -5,18% para -3,19%.

DI para janeiro de 2017 baixa de 13,636% para 13.620%
Os juros futuros de longo prazo fecharam em baixa, refletindo a diminuição da tensão dos investidores com o cenário político doméstico, além do recuo do dólar. Os investidores mantiveram as apostas, majoritárias, de corte de 0,25 ponto porcentual da Selic na próxima quarta-feira, quando sai o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom). Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 apontava 13,620%, ante 13,636% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2018, 12,12% e o para janeiro de 2019, 11,68%, de 12,16% e 11,76%, respectivamente. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,91%, de 12,06% no ajuste anterior.

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