Subiu
Dólar

Desceu
Vale

Feriado nos EUA tira sustentação no Brasil
Sem a referência de Nova York em razão do Dia de Ação de Graças, o fluxo de compra por investidores estrangeiros que vinha sustentando a alta da bolsa nos últimos dias arrefeceu e o Ibovespa fechou em baixa de 0,95% nesta quinta-feira, 24, após quatro sessões consecutivas de ganhos, nas quais acumulou valorização de 3,70%. O volume negociado hoje, de apenas R$ 3,281 bilhões, não somente ficou abaixo da média diária de novembro (R$ 10,05 bilhões) como foi o menor desde o último dia 30 de maio. Naquela data, feriado do Memorial Day nos EUA, o giro havia sido de R$ 2,216 bilhões. O índice terminou nos 61.395,53 pontos. Em novembro, apura perdas de 5,43% e em 2016, alta de 41,63%.

Blue chips puxam correção em dia de tensão na política
O movimento de correção foi visto nas blue chips, sobretudo Vale e siderúrgicas. Os papéis da Petrobras voltaram a cair, ainda penalizados pelas incertezas que rondam o mercado de petróleo. Petrobras PN recuou 1,70% e a ON, 1,35%. Vale PNA encerrou com perda de 1,79%. Vale ON caiu 2,06%. Os papéis até chegaram a mostrar avanço no início dos negócios, amparado no aumento de 2,7% no preço do minério, mas depois inverteram o sinal positivo. Nos últimos 30 dias, os papéis têm ganho acumulado de 40% (ON) e 32% (PNA). Sem o mercado externo para ditar o ritmo, a tensão ficou por conta da tentativa da Câmara de votar o pacote anticorrupção com anistia à prática de Caixa 2.

Dólar avança na esteira de perdas de moedas emergentes
O dólar fechou em leve alta frente ao real, espelhando o movimento observado lá fora diante de moedas de economias emergentes. A postura defensiva dos profissionais locais foi relacionada a incertezas sobre o futuro da política monetária norte-americana e a ausência de intervenções do Banco Central no câmbio. No mercado à vista, encerrou em alta de 0,17%, aos R$ 3,3938, oscilando entre R$ 3,3842 (-0,12%) na mínima e R$ 3,4097 (+0,63%) na máxima. Em três sessões, o avanço acumulado chegou a 0,89%. Já no mercado futuro, a elevação no contrato de dezembro foi de 0,06%, aos R$ 3,3980, com intervalo de R$ 3,3890 (-0,21%) a R$ 3,4170 (+0,62%).

Taxas de juros
Os juros futuros de longo prazo fecharam com ligeiro viés de alta. O avanço refletiu a valorização do dólar à vista ante o real e a cautela de parte dos investidores com riscos políticos ao andamento do ajuste fiscal do governo Temer, após uma manobra ter permitido adesão de parentes de políticos ao novo programa de repatriação de recursos ilegais mantidos no exterior. O DI com vencimento em janeiro de 2017 indicava 13,638%, ante 13,645% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 ficou estável em 12,14%. Para janeiro de 2019 apontava 11,67%, de 11,68%. A taxa projetada pelo DI para janeiro de 2021 estava em 11,88%, ante 11,83%, e a do DI janeiro de 2023, em 12,03% (11,98% quarta).

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