Mercado financeiro
Bolsa permanece em alta, apesar de volatilidade
A Bovespa engatou ontem seu terceiro pregão de ganhos, ainda comandados pelo cenário externo, que mais uma vez prevaleceu sobre as notícias negativas do ambiente doméstico. A alta predominou durante todo o dia, mas a intensidade variou, em boa medida, conforme o desempenho dos preços do petróleo, que tiveram forte volatilidade. A bolsa brasileira fechou em alta, de 1,45%, aos 61 954,47 pontos, tendo superado os 62 mil pontos no intraday. Nos últimos três dias, a valorização acumulada chega a 3,65%. O volume somou R$ 8,747 bilhões. Com o resultado de ontem, o Ibovespa reduziu as perdas no mês para 4,57%. Em 2016, a bolsa sobe impressionantes 42,92%.
Vale chama a atenção pelos resultados
Em Nova York, os índices acionários ensaiaram realização de lucros, mas caminhavam para renovar o recorde histórico de pontuação, favorecidos por indicadores positivos da economia norte-americana e pela expectativa de um crescimento maior dos EUA no governo de Donald Trump. Internamente, o destaque foi a nova escalada das ações da Vale, que encerrou com aumento PNA de 6,15% e Vale ON, de 7,51%. As ações lideraram a lista das maiores altas, sendo que anteontem já tinham subido 5,54% e 5,13%, respectivamente. As ações Petrobras PN avançaram 2,25% e a ON, +2,49%.
Estados Unidos voltam a interferir no câmbio
A acentuada volatilidade nos preços de petróleo e incertezas sobre o futuro norte-americano afastaram os investidores de moedas de economias emergentes, como o real brasileiro e o peso mexicano. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,09%, aos R$ 3,3556. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 872,407 milhões. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para dezembro encerrou em leve elevação de 0,06%, aos R$ 3,3660, com giro de US$ 12,249 bilhões.
Incerteza sobre Selic prejudica taxas de juros
A uma semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, os juros futuros de curto prazo fecharam em baixa, refletindo um aumento de apostas num corte da taxa básica, no ritmo de 0,50 ponto porcentual. A aposta majoritária, contudo, segue de redução de 0,25 pp. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,658%, ante 13,675% no ajuste da segunda-feira, 21. O DI para janeiro de 2018, de 12,14%, ante 12,20%. O contrato com vencimento em janeiro de 2019 indicava 11,67%, de 11,70% e o DI para janeiro de 2021, 11,82%, de 11,83%.





