Subiu
BB ON

Desceram
Taxas de juros

Petróleo dispara e ambiente no exterior volta a ficar tranquilo
O Ibovespa teve um pregão firme de alta nesta segunda-feira, 21, quando fechou com ganho de 1,85%, na máxima 61.070,27 pontos. Na mínima, ficou estável nos 59.963 pontos. O volume financeiro somou R$ 10,800 bilhões. Em novembro, o Ibovespa apura queda de 5,94% e em 2016, ganho de 40,88%. A trajetória positiva foi atribuída a um movimento de correção, influenciado pelo ambiente mais tranquilo no exterior, onde o destaque foi a disparada dos preços do petróleo, que deu suporte para forte valorização dos papéis da Petrobras. Outra estatal destaque de alta foi Banco do Brasil, que liderou as altas com 7,84% na ON, pelo anúncio de reestruturação de suas operações.

Vale surpreende e contribui com movimento para cima
Além de Petrobras e Banco do Brasil, chamou a atenção o avanço firme das ações da Vale, após movimentos de baixa recente, a despeito da queda nos preços do minério de ferro. Vale PNA fechou em +5,54% e Vale ON, +5,13%. As siderúrgicas acompanharam: Usiminas PNA +2,51% e CSN ON +5,52%. Os papéis da Petrobras foram favorecidos pela alta de mais de 4% dos preços do petróleo, amparados na expectativa de anúncio de corte na produção pela Opep, cujos membros se reúnem em 30 de novembro. Os papéis PN encerram com alta de 7,30% e os ON, +5,12%, também sob influência de notícia de que a empresa negocia a venda de uma participação em áreas cobiçadas do pré-sal ao grupo francês Total.

Efeito Trump diminui e dólar recua ante moedas emergentes
O ambiente mais favorável ao risco no exterior abriu caminho para valorização de moedas de economias emergentes, o que inclui o real e o peso mexicano. No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 1,00%, aos R$ 3,3526, com baixa acumulada de 2,67% em quatro sessões. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 576,246 milhões. A atenuação do efeito Trump nos mercados apareceu no Dollar Index, que recuou pela primeira vez após dez sessões desde a escolha do novo presidente nos Estados Unidos, em -0,19%, aos 101,020 pontos. No mercado futuro para dezembro, encerrou aos R$ 3,3640 (-0,97%) e com giro de US$ 12,203 bilhões.

Juros fecham nas mínimas diante de previsões do BC
Uma trégua na tensão pela eleição de Trump abriu espaço para uma correção em baixa nos juros durante todo o dia. Internamente, declarações de diretores do Banco Central contribuíram ao reforçar a percepção de que o afrouxamento monetário continuará. Ao término da sessão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 era de 13,675%, ante 13,705% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2018 apontava 12,20%, de 12,38%. O DI para janeiro de 2019 indicava 11,70%, de 12,00%. O contrato para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,83%, ante 12,15%. Todos os fechamentos foram nas mínimas da sessão. (Agência Estado)

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