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Ibovespa termina em queda de 1,63%
A Bovespa teve um dia marcado pela instabilidade, alternando altas e baixas ao longo de todo o pregão. O reforço nas apostas de aumento de juros nos Estados Unidos a partir do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, teve pouca influência no mercado de renda variável. Por outro lado, as incertezas envolvendo o futuro dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump continuaram a permear os negócios. O cenário político interno passou a gerar maior preocupação com a prisão de Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro. Com isso, o Ibovespa acabou por fechar em queda de 1,63%, aos 59.770,47 pontos.
"Blue chips" sensíveis a risco político geram queda generalizada
O Ibovespa chegou a subir 1,21% mais cedo, antes das declarações de Janet Yellen. Durante o período da tarde, o Ibovespa oscilou essencialmente em torno da estabilidade, acompanhando as bolsas americanas. Uma piora causada principalmente por "blue chips" sensíveis a risco político acabou por gerar uma queda generalizada na última hora de negócios. As ações do Banco do Brasil, por exemplo, vinham operando em alta, mas inverteram a tendência e fecharam com perda forte, de 1,85%. Os papéis da Petrobras também mergulharam no movimento vendedor e terminaram o dia com baixas de 2,89% (ON) e de 3,05% (PN).
Dólar encerra em baixa de 0,26%
O dólar fechou em queda frente ao real pela segunda sessão consecutiva, embora o valor final tenha ficado bem longe das mínimas. No mercado à vista, a divisa encerrou em baixa de 0,26%, aos R$ 3,4162, pouco depois de tocar a máxima de R$ 3,4282 (+0,09%). A mínima, observada de manhã, foi de R$ 3,3888 (-1,06%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,230 bilhão. O movimento lá fora - principal motivo para redução de perdas no dólar - ganhou tração principalmente após o depoimento da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, ao Congresso dos Estados Unidos.
Juros futuros de longo prazo voltam a fechar em alta
Após uma pausa no estresse, os juros futuros de longo prazo voltaram a fechar em alta, nas máximas, e os vencimentos de médio e curto prazos encerraram o dia próximos do ajuste anterior. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 tinha taxa de 12,42%, ante 12,41%. A taxa do DI janeiro de 2019 avançou de 11,99% para 12,04%. O DI janeiro de 2021 fechou na máxima de 12,18%, de 12,09%. O DI janeiro de 2023 também encerrou na máxima, em 12,28%, de 12,19%. Perto das 16h30, a T-Note de dez anos projetava 2,271%, de 2,217% no final da tarde de quarta-feira.





