Mercado financeiro
Gerdau PN
sobe
Banco do Brasil
desce
Bolsas dos EUA evitam correção brusca na bolsa brasileira
Passada a surpresa inicial com a vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton na eleição presidencial dos Estados Unidos, as bolsas norte-americanas encontraram ontem espaço para operar em alta significativa, o que evitou um movimento mais brusco de correção na bolsa brasileira. A Bovespa chegou a cair 3,68% pela manhã, ensaiou uma alta à tarde e terminou o dia com baixa de 1,40%, aos 63.258,26 pontos. A chave para o desempenho menos tenso nos mercados foi dada pelo próprio Trump, que em discurso de vitória acenou com um tom conciliador, pregando "união" e com a promessa de governar para todos os americanos.
Alta do minério de ferro afeta ações da Vale e Gerdau
Um fator alheio às eleições dos EUA foi bastante relevante nos mercados de ações. A alta de 4,7% do minério de ferro no mercado à vista chinês impulsionou as ações de empresas ligadas à cadeia do aço no mundo todo. No Brasil, as ações da Vale terminaram o pregão com ganhos de 4,30% (ON) e de 1,86% (PNA). Gerdau PN subiu 6,36% e foi a maior alta do Ibovespa. Já a instabilidade dos preços do petróleo fizeram papéis da Petrobras seguir sentidos opostos. Petrobras ON subiu 0,94%, enquanto Petrobras PN caiu 2,29%. Na coluna das quedas, as mais importantes ficaram com as ações de bancos: Banco do Brasil fechou em baixa de 3,54% e Bradesco PN, de 2,75%.
Dólar fecha em alta de 1,57%
O dólar fechou em alta, com alguma distância frente às máximas no dia, diante da perspectiva de uma transição presidencial mais tranquila que a esperada nos Estados Unidos. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou em alta de 1,57%, aos R$ 3,2232. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,009 bilhão. No segmento futuro, a contrato para dezembro encerrou com elevação de 1,43%, aos R$ 3,2335, com giro de US$ 21,313 bilhões. Por aqui, o dólar chegou à máxima intraday de R$ 3,2476 (+2,34%) no mercado à vista, enquanto o dólar futuro para dezembro tocou R$ 3,2690 (+2,54%).
Taxas de juros futuros sobem com percepção de risco
A surpreendente vitória de Donald Trump na eleição presidencial nos EUA resultou em alta para os juros futuros, diante da piora da percepção de risco. Como o mercado estava posicionado para a eleição de Hillary, o resultado oficial impôs ajustes, em meio a dúvidas sobre as promessas de campanha de Trump. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 fechou com taxa de 12,15%, ante 12,10% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 terminou com taxa de 11,54%, ante 11,41% no último ajuste. A taxa do DI janeiro de 2021 subiu mais de 20 pontos-base, de 11,21% para 11,45%.





