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Cenário das eleições nos EUA beneficiam mercados emergentes
A Bovespa fechou em forte alta, apoiada na melhora do humor do investidor estrangeiro diante do restabelecimento da confiança na vitória de Hillary Clinton na eleição à presidência dos Estados Unidos. O Índice Bovespa terminou o dia em alta de 3,98%, aos 64.051,65 pontos, maior variação porcentual diária registrada desde 10 de maio. O pontapé para a melhora foi dado no domingo à tarde, quando o FBI descartou incriminar a candidata democrata no episódio da investigação de e-mails. Pesquisas indicando vantagem de Hillary sobre o republicano Donald Trump completaram esse quadro de maior apetite por risco.
Blue chips se destacam entre as altas
Entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, somente duas terminaram o dia em baixa. Entre as altas, chamaram a atenção as "blue chips" ligadas a commodities, como Petrobras, que dispararam 7,63% (PN) e 6,82% (ON). As da Vale também se destacaram, com ganhos de 7,03% (ON) e de 8,24% (PNA), impulsionando outros papéis da cadeia do aço. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON, que avançou 5,39%, também acima da média do Índice Bovespa. Com o quadro internacional dominando a cena, houve pouco espaço para repercussão de questões domésticas.
Dólar cai com aumento da confiança em Hillary Clinton
O dólar fechou em baixa, com aumento da confiança na eleição de Hillary Clinton para a presidência dos Estados Unidos. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou em queda de 0,77%, aos R$ 3,2066, com mínima em R$ 3,1881 (-1,35%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 863,586 milhões. No segmento futuro, o contrato de dólar para dezembro encerrou em baixa de 1,07%, aos R$ 3,2240, com giro de US$ 12,463 bilhões. No menor valor do dia, chegou aos R$ 3,2115 (-1,46%). Conclusão das investigações do FBI sobre e-mails de Hillary reforçaram o ânimo dos mercados.
Perspectiva de vitória da candidata põe juros em queda
A melhora nas perspectivas de vitória da candidata democrata Hillary Clinton na eleição presidencial dos EUA animou os mercados, favorecendo moedas de países emergentes, incluindo o real, e colocou os juros futuros em queda desde a abertura da sessão na BM&FBovespa. Num dia sem agenda doméstica relevante, tudo o mais ficou em segundo plano. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou com taxa de 12,16%, ante 12,20% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2019 caiu de 11,54% para 11,44%. O DI janeiro de 2021 encerrou com taxa de 11,27%, de 11,38%.





