Petrobras ‘puxa’ desvalorização generalizada da Bovespa
A Bovespa fechou ontem em queda de 2,49% e cedeu do nível de 63 mil pontos da abertura até os 61.750,17 pontos do fechamento, na mínima do dia. O volume de negócios totalizou R$ 8,86 bilhões. A bolsa voltou do feriado se ajustando às quedas da véspera nos Estados Unidos, mas o movimento vendedor ganhou maior fôlego à tarde, reforçado pelas quedas do petróleo, incerteza quanto às eleições nos Estados Unidos e também alguma cautela com o cenário doméstico. Apesar da queda generalizada, as ações da Petrobras foram uma espécie de carro-chefe do movimento e fecharam o pregão com perdas expressivas, de 4,24% (ON) e de 4,33% (PN).

Dólar tem leve retração após alta expressiva
O dólar fechou em baixa de 0,10% ontem, aos R$ 3,2365 no mercado à vista, influenciado principalmente por uma correção ante a forte alta na terça-feira. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,206 bilhão. Os participantes do mercado de câmbio haviam montado posições defensivas na véspera do feriado de Finados, antecipando sinais favoráveis ao aperto monetário do Federal Reserve. O banco central dos Estados Unidos decidiu na quarta-feira manter juros inalterados e, de fato, trouxe novas indicações para uma elevação de juros em dezembro, mas nada que exacerbasse as expectativas.

Mercado de juros termina sessão em alta
No retorno do feriado de Finados, o investidor do mercado de juros continuou reduzindo posições vendidas na parte longa da curva a termo, o que provocou elevação das taxas ontem. Os vencimentos de curto e médio prazos, por sua vez, fecharam perto da estabilidade, na falta de novidades que pudessem alterar a percepção de que o ritmo de corte da Selic será gradual. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro tinha taxa de 12,22%, de 12,25% no ajuste de terça-feira A taxa do DI janeiro de 2019 passou de 11,60% para 11,58%. O DI janeiro de 2021 terminou com taxa de 11,47%, de 11,42%.

Cenário externo atrai atenção dos investidores
O foco dos investidores ontem continuou no exterior, onde o dia foi marcado pelo menor apetite por ativos de risco. De modo geral, investidores preferiram reduzir sua exposição em meio à manutenção do receio de uma vitória de Trump na eleição presidencial norte-americana. Além disso, pesou nos negócios a sinalização do Banco da Inglaterra (BoE) de que pode alterar a direção de sua política monetária expansionista. Internamente, o fator de pressão veio do leilão de títulos prefixados, que normalmente influencia os DIs em razão das operações de proteção contra o risco dos papéis realizadas no mercado futuro.

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