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Investidor estrangeiro é principal combustível da bolsa no mês
A Bovespa fechou o dia ontem com alta de 0,96% e encerrou outubro no patamar mais alto do ano, aos 64.924,51 pontos, maior valor desde 2 de abril de 2012. A valorização no mês foi de 11,23%, levando o acumulado do ano para um avanço ainda mais expressivo, de 49,77%. A maior participação do investidor estrangeiro - atraído pela melhora na percepção do País - é apontada como o principal combustível da Bolsa no mês. O ganho do dia teria sido maior não fossem as fortes perdas dos preços do petróleo em Nova York e Londres, que arrastaram para baixo as ações da Petrobras. Petrobras ON e PN terminaram com perdas de 2,56% e de 2,21%.
Setor financeiro garante alta do Ibovespa
A alta do Índice Bovespa de ontem, a terceira consecutiva, foi garantida principalmente pela alta das ações do setor financeiro, que pegou carona no resultado trimestral do Itaú Unibanco. O banco teve lucro líquido de R$ 5,595 bilhões, com queda de 8,9% sobre o mesmo período de 2015, mas com alta de 12,64% sobre a média das projeções de seis casas consultadas pelo Broadcast. Na última semana, o resultado do Santander Brasil aumentou a expectativa em relação aos demais bancos. Itaú Unibanco fechou com ganho de 3,48%, acompanhado por Bradesco PN, com 3,15% e Banco do Brasil ON, que subiu 3,53%.
Dólar recua 0,12% e fecha aos R$ 3,1905
O dólar marcou leve queda frente ao real depois de três pregões consecutivos de alta. No mercado à vista, recuou 0,12%, aos R$ 3,1905. No mês, caiu 1,85%. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,535 bilhão. O movimento foi influenciado pelo otimismo com o cenário doméstico após o segundo turno das eleições municipais e pelo fluxo positivo no último dia para adesão à lei de repatriação. A baixa só não foi maior por causa da queda do petróleo. Já no segmento futuro, o dólar para dezembro encerrou com queda de 0,56%, aos R$ 3,2160, com giro de US$ 17,590 bilhões.
Câmbio e eleições conduziram negócios de juros futuros
Numa sessão de liquidez fraquíssima, os juros futuros fecharam em leve baixa. Os principais parâmetros a conduzir os negócios nesta segunda-feira de agenda esvaziada e noticiário fraco foram o câmbio e o resultado das eleições municipais, que trouxeram alívio de prêmios principalmente pela manhã. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 terminou em 12,21%, de 12,22% no ajuste. A taxa do DI janeiro de 2019 encerrou em 11,51%, de 11,54% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 caiu de 11,33% para 11,30%.





