Vale
sobe

Bradesco PN
desce

Lei de regularização de recursos no exterior põe dólar em queda
O dólar fechou ontem no menor nível em mais de um ano, aos R$ 3,1174 (-1,33%) no mercado à vista. A desvalorização da divisa norte-americana, observada desde o começo do dia, teve como principal catalisador a lei de regularização de recursos no exterior, cuja data final para adesão é 31 de outubro. Com o prazo cada vez mais próximo, profissionais do câmbio já têm relatado entrada efetiva de capital no País e apostam num fluxo ainda mais intenso até a semana que vem. O valor de encerramento no mercado à vista, que também marcou a mínima do dia, não era visto desde 2 de julho de 2015, quando terminou em R$ 3,0980.

Bovespa fecha próxima à estabilidade
O início da semana foi morno na Bovespa, que hesitou durante quase todo o pregão de ontem e terminou o dia próxima da estabilidade, aos 64.059,89 pontos (-0,08%). Com a escassez de notícias relevantes no dia, o investidor manteve o tom otimista com o País, baseado em acontecimentos recentes. Por outro lado, os sucessivos ganhos da bolsa brasileira tiraram o fôlego de algumas ações, que cederam a movimentos de realização de lucros e determinaram uma leve baixa ao final dos negócios. O volume financeiro totalizou R$ 7,35 bilhões, abaixo dos R$ 9,04 bilhões da média diária de outubro.

"Blue chips" x setor bancário
As "blue chips" Vale e Petrobras continuaram a se destacar na alta, refletindo a melhora de perspectiva para ambas. Vale ON e PNA tiveram ganhos de 1,96% e 2,84%, respectivamente. Já Petrobras ON e PN avançaram 0,31% e 1,39%, apesar da queda dos preços do petróleo. No sentido oposto estiveram as ações do setor bancário, que fecharam majoritariamente em baixa, exercendo importante influência sobre o resultado do Ibovespa. Bradesco PN caiu 0,96% e Itaú Unibanco PN perdeu 0,85% do seu valor. A exceção ficou com as units do Santander Brasil, que subiram 1,10%.

Ingresso de recursos externos eleva Índice Bovespa
A uma semana do fim do mês, o Índice Bovespa acumula ganho de 9,75% em outubro, um desempenho considerado admirável pelos analistas. Esse ganho é atribuído diretamente ao ingresso de recursos externos ao mercado brasileiro, que está positivo em R$ 3,150 bilhões até a última quinta-feira (20). Em setembro, os estrangeiros haviam tirado R$ 1,9 bilhão da bolsa. Entre os motivos para esse restabelecimento estão a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos e o resultado das eleições municipais favorável ao governo, entre outros fatores.

mockup