Mercado financeiro
Expectativa de corte nos juros atrai investidores
A Bovespa voltou a se mostrar atrativa para o investidor estrangeiro e subiu ontem 1,50%, atingindo a marca de 62.696,10 pontos, maior patamar desde 3 de janeiro de 2013 (63.312 pontos). A alta foi atribuída à continuidade de um movimento observado desde o início do mês, de restabelecimento do fluxo estrangeiro na bolsa, resultante de maior previsibilidade do cenário brasileiro e a expectativa de corte de juros nesta semana. Por outro lado, Wall Street fechou em baixa ontem, diante da indecisão dos investidores no início de uma semana carregada de resultados trimestrais de empresas: o Dow Jones caiu 0,29% e o Nasdaq 0,27%.
Ações da Petrobras e Vale operam em alta o dia todo
Pela manhã, o Ibovespa chegou a exibir alguma volatilidade, influenciado pelo vencimento de opções sobre ações. As ações da Petrobras sustentaram alta durante todo o pregão, mesmo após o fim do período de exercício e contrariando a queda dos preços do petróleo. As ações da estatal encerraram com ganhos de 2,85% (ON) e 3,94% (PN). Os papéis da Vale acompanharam ainda a alta de 1,8% dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês. Vale ON fechou com avanço de 1,22%, enquanto Vale PNA ganhou 2,36%. Com o resultado de ontem, o Ibovespa acumula altas de 7,42% em outubro e de 44,63% em 2016. O volume do dia somou R$ 11,7 bilhões.
Dólar inverte sinal no fim do dia e fecha positivo
O dólar inverteu o sinal negativo e passou a subir frente ao real faltando poucos minutos para o fim do dia de ontem, sob influência de fluxo pontual de saída de recursos do País pela via financeira, de acordo com profissionais. Na máxima, a divisa norte-americana chegou aos R$ 3,2158 (+0,41%) no segmento à vista e a R$ 3,2290 (+0,44%) no contrato futuro para novembro. De acordo com dados registrados na BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 590,487 milhões. Já no segmento futuro, o contrato para novembro encerrou o dia com queda de 0,08%, aos R$ 3,2125, com giro de US$ 9,844 bilhões.
Juros futuros fecham próximo da estabilidade
Os juros futuros fecharam perto da estabilidade ontem, com viés de queda na ponta longa da curva a termo, num dia fraco de notícias e de negócios. Ao final da sessão regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 (177.240 contratos) fechou em 13,637%, de 13,635% no ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2018 (104.860 contratos) encerrou com taxa de 11,97%, a mesma do ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 (106.725 contratos) terminou com taxa de 11,34%, de 11,36%. O DI janeiro de 2021 (112.705 contratos) fechou a 11,25%, de 11,27%.





