MERCADO FINANCEIRO
Moeda americana sofre quarta baixa seguida
O dólar fechou em baixa de 0,50% ontem, aos R$ 3,1834, menor nível desde 11 de agosto (R$ 3,1385). Em quatro sessões, o dólar acumulou perda de 1,24%. De acordo com especialistas, a melhora do apetite pelo risco no exterior abriu caminho para que o otimismo com o cenário doméstico voltasse a prevalecer no câmbio, garantindo a quarta baixa seguida do dólar. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,111 bilhão. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para novembro recuou 0,62%, aos R$ 3,1935, com giro de US$ 13,463 bilhões.
Ao contrário do mercado externo, Bovespa tem alta
Mesmo com as bolsas americanas operando em baixa, a Bovespa fechou ontem com leve, sustentada principalmente pelas ações da Petrobras e do setor financeiro. Depois de ter caído até 1,28%, o Índice Bovespa inverteu a tendência à tarde e terminou o dia aos 61.118,58 pontos, com alta de 0,16%. Apesar da cautela com incertezas do cenário internacional, prevaleceu ontem no mercado acionário brasileiro a influência positiva dos preços do petróleo e a melhora da percepção com o Brasil. Até a última segunda-feira (10), o saldo líquido de investimentos estrangeiros no mês estava positivo em R$ 2,3 bilhões, ante saída de R$ 1,9 bilhão em setembro.
Ações da Petrobras e bancos são os destaques
As ações da Petrobras foram o principal destaque de ontem e fecharam com altas de 2,46% (ON) e de 2,40% (PN). As ações do setor financeiro também se destacaram, mostrando melhora da percepção com o País. As units do Santander Brasil ganharam 4,06%, seguidas por Banco do Brasil ON (+1,73%) e Itaú Unibanco PN (+1,13%). Já papéis da Vale seguiram as fortes quedas das ações de mineradoras estrangeiras. Ao fim do dia, Vale ON e PNA recuaram 4,54% e 2,82%. Ações do setor exportador avançaram. Marfrig ON, que subiu 5,46%, liderou os ganhos do Ibovespa, além de Cosan (+2,65%) e Embraer (+2,50%).
Agenda fraca prejudica juros de curto e médio prazos
Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam em leve baixa e os longos encerraram estáveis, influenciados pela queda do dólar ante o real no meio da tarde. Num dia sem destaques no noticiário e de agenda fraca de indicadores, o câmbio serviu de parâmetro para as taxas futuras. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 tinha taxa de 11,97% (mínima), de 12,00% no ajuste de terça-feira, com 147.450 contratos. A taxa do DI janeiro de 2019 (97.615 contratos) caiu de 11,38% para 11,35% (mínima). O DI janeiro de 2021 (112.6320 contratos) encerrou estável em 11,27%.





