Perspectivas domésticas derrubam moeda norte-americana
A perspectiva positiva sobre o ambiente doméstico prevaleceu nos minutos finais do pregão, levando o dólar a virar para o terreno negativo em uma sequência de mínimas ante o real. A divisa norte-americana terminou em queda pela terceira sessão consecutiva. Fechou, no mercado à vista, em leve queda de 0,02%, aos R$ 3,1995, não muito distante da mínima no dia de R$ 3,1953 (-0,16%). O valor de encerramento foi o mais baixo desde 16 de agosto, quando registrou R$ 3,1940. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para novembro perdeu 0,28%, aos R$ 3,2135, com giro de US$ 14,697 bilhões.

Mercado externo faz Bovespa fechar em queda
Após subir 3,93% em quatro pregões consecutivos, a Bovespa teve um pregão de correções ontem, influenciadas pelo desempenho negativo dos mercados internacionais. No cenário interno, a vitória do governo na votação em primeiro turno da PEC do Teto manteve a confiança do investidor. O Índice Bovespa fechou aos 61.021,84 pontos, com queda de 1,05%. O volume de negócios totalizou R$ 7,72 bilhões. As ações da Petrobras acompanharam as perdas do petróleo nas bolsas de Londres e do Reino Unido e terminaram o dia com declínio de 2,34% (ON) e de 2,16% (PN). Já as da Vale perderam 2,36% (ON) e 1,77% (PNA). A Bolsa de Tóquio, entretanto, encerrou a sessão em alta de 0,98%.

No mês, Ibovespa acumula alta de 4,55%
Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores quedas ficaram com Bradespar PN (-7,76%), Pão de Açúcar PN (-2,72%) e Gerdau (-2,56%). Com o resultado de ontem, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 4,55% em outubro e de 40,77% em 2016. Na última sexta-feira, 7, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 299,135 milhões na Bovespa. No mês, a bolsa registra saldo positivo de R$ 1,853 bilhão, praticamente todo o volume que saiu do mercado em setembro. A aprovação da PEC dos gastos em primeiro turno na Câmara foi um importante pano de fundo para os negócios, embora a repercussão já viesse sendo antecipada.

Taxas de juros fecham perto da estabilidade
A cautela no cenário externo puxou ajustes de alta na curva longa de juros, enquanto os vencimentos curtos e de médio prazo fecharam perto da estabilidade. O avanço das taxas a partir de 2019 foi moderado e atribuído principalmente ao desempenho ruim das moedas de países emergentes. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 encerrou a 12,00%, estável ante o ajuste de anteontem, com 123.030 contratos. O DI janeiro de 2019 (119.585 contratos) fechou em 11,38%, ante 11,33% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (134.380 contratos) subiu de 11,22% para 11,27%.

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