Mercado financeiro
Ibovespa
sobe
Taxas de juros descem
Ações da Petrobras tiveram os maiores ganhos da bolsa
A Bovespa encontrou fôlego para avançar um pouco mais no significativo patamar dos 60 mil pontos, cravando um novo pico no ano e fechando com ganho de 0,65%, aos 60.644,24 pontos. As ações da Petrobras foram as estrelas do pregão, com ganhos de 4,35% (ON) e 3,57% (PN) e participação de cerca de 20% no volume de negócios da bolsa (R$ 6,9 bilhões). Os papéis foram influenciados em parte pela nova alta dos preços do petróleo, mas principalmente pela aprovação na Câmara do texto do projeto de lei que retira da Petrobras a obrigação de participar de todas as concorrências dos campos do pré-sal.
Fala de Meirelles causa impacto nos negócios
À tarde, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em entrevista nos Estados Unidos que o Brasil pode voltar a crescer na virada do ano e engatar uma recuperação em 2017. O FMI projetou expansão de 0,5% para o Brasil em 2017. Meirelles disse que a Fazenda trabalha com 1,6%. O Ibovespa renovou máximas à tarde, chegando até 60.723,99 pontos (+0,78%). Apesar de a fala Meirelles ter sido considerada positiva, seu impacto teria sido limitado sobre os negócios. Ações de outras estatais também foram beneficiadas: Banco do Brasil ON, por exemplo, subiu 3,13%.
Ambiente doméstico contrabalanceou com cenário vindo do exterior
O dólar reduziu a alta frente ao real no período vespertino com otimismo do mercado em relação ao ambiente doméstico, o que contrabalançou o nervosismo vindo do exterior antes da divulgação do relatório de empregos norte-americano, previsto para hoje. No segmento à vista, o dólar encerrou em alta de 0,12%, aos R$ 3,2233, não muito distante da mínima, de R$ 3,2206 (+0,04%). De acordo com a clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,051 bilhão. A perspectiva de aprovação da PEC do teto de gastos e as avaliações positivas de Meirelles teriam contido a alta do dólar frente ao real no período vespertino.
Cenário externo e IPCA trouxeram alívio às curvas de juros
Os juros futuros terminaram a sessão em queda nos contratos de médio e curto prazos e estáveis na parte longa. A melhora do cenário externo e as apostas num IPCA mais baixo trouxeram alívio à curva de juros à tarde. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (359.015 contratos) projetava taxa de 13,701%, de 13,723%. O DI janeiro de 2018 (182.550 contratos) encerrou na mínima de 12,01%, de 12,08%. A taxa do DI janeiro de 2019 (139.760 contratos) recuou de 11,45% para 11,40%. O DI janeiro de 2021 (142.190 contratos) fechou estável em 11,33%.
(Agência Estado)





