Moeda teve alta de 1,65% e terminou o dia a R$ 3,2553
O dólar encostou nos R$ 3,26 e encerrou ontem no maior nível desde 20 de setembro. No mercado à vista, fechou em alta de 1,65%, aos R$ 3,2553, não muito distante da máxima de R$ 3,2599 (+1,79%). Já na mínima, a divisa tocou R$ 3,2071 (+0,14%). De acordo com a BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,655 bilhão. Especialistas explicaram que alguma correção no dólar já era esperada após a divisa recuar na segunda-feira aos R$ 3,20 no mercado à vista. Esse nível atraiu zeragem de posições vendidas e atuação de importadores no câmbio. No segmento futuro, o contrato de dólar para novembro avançou 1,47%, aos R$ 3,2850, com giro de US$ 16,823 bilhões.

Comentário sobre aumento de juros nos EUA afetou câmbio
A alta do dólar no exterior foi justificada por recentes comentários de dirigentes do Federal Reserve e indicadores econômicos norte-americanos. O presidente da unidade de Richmond, Jeffrey Lacker, afirmou que o aperto monetário preventivo pode manter as pressões inflacionárias sob controle. Nesse contexto, Lacker avaliou que há um "argumento forte" para elevar a taxa de juros acima do nível atual. Entre os dados do dia, o índice de condições empresariais de Nova York avançou a 49,6 em setembro, de 47,5 em agosto, informou a divisão na cidade do Instituto para Gestão de Oferta (ISM).

Ibovespa teve baixa de 0,21% seguindo cenário externo
Os investidores do mercado de ações promoveram pequenas correções ontem e a Bovespa terminou o dia em baixa de 0,21%, aos 59.339,22 pontos. A baixa foi justificada principalmente pelo desempenho negativo das bolsas americanas, que voltaram a oscilar negativamente. Entre a máxima de 59.580 pontos (+0,20%) e a mínima de 58.892 pontos (-0,96%), o Ibovespa oscilou 688 pontos. Bradesco ON e PN subiram 1,06% e 1,44%, liderando os ganhos do Ibovespa, enquanto Itaú Unibanco avançou 0,88%. O volume de negócios na bolsa brasileira totalizou R$ 7,71 bilhões, superior à média das últimas semanas. Com o resultado de hoje, o Ibovespa contabiliza ganho de 1,67% em outubro e de 36,89% em 2016.

Variação cambial também teve impacto nos juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou em 12,17%, de 12,09% no ajuste de segunda-feira, com 183.020 contratos. O DI janeiro de 2019 (187.275 contratos) subiu de 11,51% para 11,57%. O DI janeiro de 2021 (155.090 contratos) terminou em 11,47%, de 11,38%. "O mercado hoje está seguindo totalmente o dólar. Apesar da expectativa sobre a PEC (do teto dos gastos) e indicadores que reforçam a chance de queda da Selic em outubro, a alta do dólar acabou prevalecendo para uma correção. Foi um pregão técnico", resumiu Patricia Pereira, gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos.

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