Resultado das urnas refletem no desempenho da Bovespa
Os resultados das urnas nas eleições municipais tiveram efeito direto sobre a Bovespa no primeiro pregão de outubro. O avanço de candidatos de partidos aliados ao governo Michel Temer, em contraposição ao declínio de concorrentes petistas, foi lido como sinal de fortalecimento do presidente. Com isso, a percepção foi de que cresceram as chances de avanço das medidas do ajuste fiscal. Animado pelo noticiário doméstico, o investidor de renda variável relativizou as quedas das bolsas de Nova York e levou ontem o Índice Bovespa a uma alta de 1,87%, aos 59.461,22 pontos.

‘Blues chips’ lideram os ganhos na Bolsa
Os ganhos mais representativos ficaram com as "blue chips", ações mais líquidas da bolsa, o que pode significar um sinal de maior participação de investidores estrangeiros no pregão. As ações da Petrobras fecharam com ganhos de 2,97% (ON) e de 2,95% (PN) e, segundo operadores, refletiram não apenas a alta dos preços do petróleo, mas também a melhora das expectativas com o cenário político. Vale ON e PNA avançaram 1,63% (ON) e 2,27% (PNA). Entre as 58 ações que compõem a carteira teórica do Índice Bovespa, apenas três fecharam em baixa: Rumo ON (-0,47%), Ambev ON (-0,35%) e Fibria ON (-0,09%).

Expectativa de ajuste fiscal derruba dólar
O dólar intensificou a queda ante o real no período vespertino de ontem, devido ao sentimento positivo entre os agentes financeiros sobre o andamento do ajuste fiscal proposto pelo governo de Michel Temer. No segmento à vista, o dólar encerrou em baixa de 1,48%, aos R$ 3,2025, o patamar mais baixo desde 22 de agosto (R$ 3,2013). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 915,765 milhões no primeiro dia útil do mês. No mercado futuro, o dólar para novembro recuou 1,34%, aos R$ 3,2375, com mínima em R$ 3,2240 (-1,75%) e giro de US$ 13,945 bilhões.

Otimismo doméstico também esfria os juros
O otimismo com o cenário doméstico, após o resultado das eleições, somado ao ambiente mais tranquilo no exterior, resultou em forte queda para os juros futuros ontem. Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou em 12,09% (mínima), de 12,19% no ajuste da sexta-feira, com 120.110 contratos. O DI janeiro de 2019 (143.525 contratos) caiu de 11,63% para 11,51%. O DI janeiro de 2021 (159.765 contratos) fechou em 11,38%, na mínima, de 11,58%.

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