Alta acumulada em setembro reduziu para 0,78%
A Bovespa foi diretamente influenciada ontem pela intensificação dos temores em torno da saúde financeira do Deutsche Bank. A bolsa brasileira oscilava em torno da estabilidade até o surgimento de notícias de que o maior banco alemão era alvo de desmontagem de posições de grandes fundos. O Índice Bovespa firmou-se em queda e terminou o dia aos 58.350,56 pontos, em queda de 1,69%. Com o resultado, a alta acumulada em setembro reduziu para 0,78%. E setembro vai chegando ao fim com saldo negativo de recursos externos. Até a última terça-feira, 27, a Bovespa contabilizava saída de R$ 1,944 bilhão no mês.

Ações de bancos fecham na mínima do dia
Como consequência às notícias acerca do Deutshe Bank, as ações de bancos na Bovespa tiveram reação imediata e em bloco à notícia da fuga de fundos, com todos os papéis migrando rapidamente para o terreno negativo. O Índice Financeiro teve queda de 1,99%, fechando na mínima do dia. Nesse grupo, destaque para as units do Santander Brasil, que caíram 2,70%. Banco do Brasil ON caiu 2,92%, Itaú Unibanco cedeu 2,55% e Bradesco PN 1,66%. Houve pouco espaço para outras interferências nos negócios da Bovespa. O petróleo operou em alta, mas não com força suficiente para sustentar as ações da Petrobras, que terminaram o dia com quedas de 1,70% (ON) e de 3,03% (PN).

Preocupações elevam preço do dólar
O dólar firmou-se em alta ante o real, num movimento global de aversão ao risco no período vespertino. As preocupações em torno da saúde financeira do Deutsche Bank afastaram os investidores de moedas ligadas a commodities e de economias emergentes, incluindo o real. No mercado à vista, a moeda avançou 0,96%, aos R$ 3,2540, maior nível de encerramento desde 20 de setembro, de R$ 3,2631. Na máxima, a divisa norte-americana chegou aos R$ 3,2665, com elevação de 1,35%. De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 2,697 bilhões. O dólar futuro para outubro avançou 1,34%, aos R$ 3,2590, com giro de US$ 17,835 bilhões.

Em dia de estabilidade, juros fecham em alta
Os juros futuros fecharam a sessão de ontem em alta. Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) vencimento em janeiro de 2018 ficou em 12,20%, de 12,16% no ajuste de ontem, com 243.805 contratos. O DI janeiro de 2019 (305.205 contratos) fechou em 11,63%, de 11,58%. O DI janeiro de 2021 (274.155 contratos) subiu de 11,53% para 11,62%. E o DI janeiro de 2023 (111.130 contratos) terminou em 11,75%, de 11,67%. Pela manhã, as taxas oscilaram entre a estabilidade e queda. À tarde, o nervosismo do mercado global contaminou os ativos locais. Na última hora de negócios, porém, desaceleraram o avanço.

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