Subiu: Bovespa

Desceu: Dólar

Reflexos externos
A leitura no mercado de câmbio de que o ritmo de aperto nos Estados Unidos deve ser mais gradual que o esperado anteriormente abriu caminho para o dólar recuar ontem ao nível R$ 3,20 no mercado à vista. Em meio a preocupações com possíveis apertos monetários, os investidores também viram com alívio a manutenção do pacote de estímulo do Banco do Japão (BoJ), que ajustou suas ferramentas monetárias para dar mais dinamismo à economia local.

Dólar
No segmento à vista, o dólar fechou cotado aos R$ 3,2072 (-1,71%), não muito longe da mínima de R$ 3,2057 (-1,76%), menor desde o dia 22 de agosto de 2016. Na máxima, a divisa chegou aos R$ 3,2493 (-0,42%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,194 bilhão. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para outubro encerrou aos R$ 3,2130 (-1,64%), na mínima, enquanto a máxima tocou R$ 3,2580 (-0,84%). O giro no futuro chegou a US$ 14,509 bilhões.

Bovespa
A Bovespa enfrentou forte movimentação ontem, mas acabou por acompanhar o desempenho positivo das bolsas americanas. O Índice Bovespa fechou em alta de 1,14%, aos 58.393,92 pontos, refletindo a percepção majoritária de que o Fed (Sistema de Reserva Federal norte-americano) adotará uma postura de gradualismo quando reiniciar os aumentos de juros nos Estados Unidos. O período de maior instabilidade foi registrado à tarde, quando o Ibovespa foi da mínima de 57.326 pontos (-0,71%) à máxima de 58.575 pontos (+1,45%).

Vale sobe
As ações da Vale ganharam ainda mais força, uma vez que já operavam em alta refletindo a intensificação dos rumores sobre a possibilidade de venda de sua unidade de fertilizantes e a elevação de recomendação pelo Barclays. Vale ON teve alta de 5,69% e Vale PNA, de 6,34%. Com o dólar em forte queda, as ações de empresas exportadoras foram penalizadas. Entre os papéis da carteira do Ibovespa, as maiores quedas foram de Suzano PNA (-3,62%) e Fibria ON (-3,32%).

Taxas de juros
Os juros futuros encerraram em queda ontem. Ao término da negociação normal, o DI para janeiro de 2017 (244.990 contratos) fechou na mínima de 13,885%, de 13,930% no ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2018 (199.525 contratos) recuou de 12,47% para 12,36%. O DI janeiro de 2019 (218.975 contratos) fechou em 11,82%, de 11,95%. O DI janeiro de 2021 (206.400 contratos) terminou em 11,88%, de 12,07%.

Gás e petróleo
Na BM&FBovespa, os contratos de curto prazo reagiram à notícia de que a Petrobras pode reduzir os preços da gasolina e diesel até o fim do ano, publicada pelo jornal O Globo. Porém, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, descartou ter uma decisão tomada sobre reajuste.

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