MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobrás
Desceu
Dólar
Sem pressão
O dólar recuou ontem 1,23%, aos R$ 3,3004 no mercado à vista, após duas sessões seguidas de alta. A divisa norte-americana só se firmou em queda à tarde, em meio à percepção de que a economia norte-americana pode não estar pronta agora para um aperto monetário. O movimento no câmbio ganhou tração no final do pregão com a aproximação de parlamentares e o governo de Michel Temer, o que pode facilitar a tramitação de medidas de ajuste fiscal no Brasil. O volume de negócios somou US$ 1,216 bilhão. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para outubro estava em R$ 3,3200, baixa de 1,19%. O giro foi de US$ 19,281 bilhões.
Bovespa
A Bovespa manteve o movimento de recuperação e fechou em alta de 1,49%, aos 57.909,48 pontos. Os negócios na bolsa brasileira tiveram como referência as bolsas de Nova York, com a percepção de que é cada vez menor a chance de um aperto monetário nos Estados Unidos na próxima reunião do Federal Reserve, na semana que vem.
Destaques
O dia foi de altas generalizadas, com destaque aos grupos de ações do setor bancário, que recuperou perdas recentes, e o elétrico, que reflete expectativa de aquecimento de negócios no setor. Os papéis da Petrobras também subiram expressivamente, acompanhando a valorização do petróleo. Por outro lado, a queda do dólar ante o real derrubou ações de empresas exportadoras. Enquanto Petrobras PN e ON subiram 3,05% e 2,34%, respectivamente, as de Fibria ON (-1,00%) e Klabin unit (-0,94%) estiveram entre as quedas do dia.
Na máxima do dia, o Ibovespa chegou aos 58.127 pontos (+1,87%), mas não se sustentou acima do patamar dos 58 mil pontos. A melhora do humor dos investidores, no entanto, não se traduziu em aumento do volume de negócios. Foram movimentados R$ 5,47 bilhões na bolsa brasileira, valor bem inferior à média das últimas semanas.
Taxas de juros
Os juros futuros fecharam em baixa, nas mínimas do dia, amparados na melhora do ambiente externo no período da tarde e em notícias positivas no campo político no Brasil. Ao encerramento da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 terminou na mínima de 12,59%, ante 12,63% no ajuste anterior, com 152.340 contratos. O DI janeiro de 2019 (265.465 contratos) caiu de 12,10% para 12,05%. O DI janeiro de 2021 (257.260 contratos) encerrou em 12,12%, de 12,20%. O DI janeiro de 2023 (62.245 contratos) recuou de 12,42% para 12,33%. (Agência Estado)





