Subiu
Dólar

Desceu
Papéis de siderúrgicas

Mau humor
Um forte movimento de aversão a ativos de risco no mercado internacional não poupou a Bovespa, que caiu ontem 3,01% e voltou ao patamar dos 56.820,77 pontos. O principal motivo foram as preocupações dos investidores com a fraqueza das economias na Ásia, Europa e Estados Unidos. As causas foram a previsão de agências internacionais de menor demanda por petróleo na Índia e na China, o que derrubou o preço da commodity, e, em menor magnitude, o receio com a corrida presidencial norte-americana após a confirmação de que a candidata democrata Hillary Clinton está com pneumonia.

Blue chips
No Brasil, as ações da Petrobras tiveram quedas de 7,61% (ON) e de 6,74% (PN). As da Vale, suscetíveis à variação negativa das commodities metálicas, caíram 6,98% (ON) e 6,94% (PNA). Entre as 58 ações que compõem o Ibovespa, as maiores quedas ficaram com as ações do setor de siderurgia, importantes termômetros da expectativa em relação ao crescimento econômico. Lideraram as perdas do índice os papéis de Gerdau Siderúrgica PN (-8,76%), Gerdau Metalúrgica PN (-8,43%), Usiminas PNA (-7,71%) e CSN ON (-7,39%).

Sem efeito
O governo brasileiro anunciou ontem um programa com medidas de privatização e concessão de infraestrutura, o que não chegou a influenciar a bolsa. CCR S/A ON teve queda de 5,23% e EcoRodovias ON recuou 3,41%.

Dólar
A tensão no exterior abriu caminho para o fortalecimento quase generalizado do dólar ante divisas de mercados emergentes. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou aos R$ 3,3154, em alta de 2,05%, maior nível desde 7 de julho, quando terminou em R$ 3,3617. O volume de negócios somou US$ 1,314 bilhão. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para outubro encerrou aos R$ 3,3300, em alta de 2,04%. O volume foi de US$ 19,207 bilhões.

Taxas de juros
Os juros futuros dispararam nos trechos médio e longo da curva a termo, também sob efeito da alta do dólar e das previsões sobre o consumo de petróleo nos próximos anos. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 (232.100 contratos) fechou a 12,68%, de 12,55% no último ajuste. O DI janeiro de 2019 (324.840 contratos) subiu de 11,99% para 12,17%. O DI janeiro de 2021 (307.460 contratos) terminou em 12,26%, de 11,98% anteontem. O DI janeiro de 2023 (59.410 contratos) saltou de 12,16% para 12,44%. (Agência Estado)

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