MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
sobe
Dólar
desce
Dólar
O dólar recuou ontem quase 1% para o nível de R$ 3,24 no mercado à vista, em meio à percepção no mercado de câmbio de que o aperto monetário nos Estados Unidos não deve ocorrer tão cedo. Cerca de uma semana antes da próxima reunião do Federal Reserve (Fed), a diretora do BC norte-americano Lael Brainard manteve sua defesa dos juros baixos, eliminando os riscos de endurecimento do discurso embutidos no mercado. A reação ao último pronunciamento oficial antes do encontro do Fed, em 20 e 21 de setembro, foi imediata e os ativos considerados mais arriscados, como divisas de mercados emergentes, logo se apreciaram.
Cotação
No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou aos R$ 3,2488, em queda de 0,96%, próximo da mínima no dia, de R$ 3,2421 (-1,13%). De acordo com dados registrados na BM&F Bovespa, o volume de negociações chegou a US$ 872,004 milhões. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para outubro recuou 0,81%, aos R$ 3,2635, enquanto na mínima tocou R$ 3,2605 (-0,90%). O giro financeiro somou US$ 17,476 bilhões.
Bovespa
A Bovespa recuperou parte das fortes perdas da última sexta-feira e avançou 1,01%, aos 58.586,11 pontos. A principal justificativa para a melhora foi o discurso "dovish" (suave) de Brainard. O cenário político brasileiro foi acompanhado de perto, mas não chegou a fazer preço na bolsa.
Petróleo
Os preços do petróleo se mantiveram em alta, assim como as ações da Petrobras. Os papéis da estatal brasileira também refletiram a informação de que a empresa apresentará o novo plano estratégico e o plano de negócios e gestão 2017-2021 ao conselho de administração no próximo dia 21. Ao final dos negócios, Petrobras ON e PN tiveram altas de 3,42% (a R$ 16,03) e de 3,26% (a R$ 13,95), respectivamente. Com o mercado de aço chinês fechado, as ações da Vale subiram 3,74% (ON) e 2,48% (PNA), influenciadas pela melhora na recomendação feita pelo JP Morgan.
Juros
Os juros futuros fecharam em baixa ao longo de toda a curva, mais firme nos vencimentos de médio e longo prazos, justamente os que mais haviam subido na sessão anterior. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 projetava 12,55%, de 12,58% no último ajuste, com 157.010 contratos. O DI janeiro de 2019 fechou em 11,99% (181.840 contratos), de 12,06% no ajuste da sexta-feira. O DI janeiro de 2021, terminou na mínima de 11,98%, de 12,09%, com 184.035 contratos. O DI janeiro de 2023 (112.710 contratos) também encerrou na mínima, de 12,16%, ante 12,26% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





