Ibovespa
A Bovespa recuperou ontem parte da queda da véspera e terminou o dia em alta de 0,58% aos 58.236,26 pontos. A alta foi amparada principalmente em ações como Petrobras e Vale, que operaram descoladas de seus referenciais no exterior. O cenário político interno foi importante fonte de incertezas, mas teve pouca influência nos negócios, um dia após o impeachment de Dilma Rousseff e o polêmico acordo que resguardou seus direitos de elegibilidade.
Após cinco meses consecutivos de expansão, o índice dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial dos EUA caiu abaixo do patamar de 50,0, o que indica contração da atividade local. O dado pesou negativamente sobre o mercado americano e aumentou a expectativa pela divulgação do "payroll" hoje.

Petrobras
A queda de mais de 2% dos preços do petróleo, ainda em repercussão ao aumento de estoques nos EUA, não foi suficiente para barrar as altas das ações da Petrobras, que terminaram o dia com ganhos de 0,88% (ON) e 1,17% (PN). A justificativa para a recuperação foi a elevação da recomendação de compra e a revisão de preço-alvo feita pelo BTG Pactual. Os papéis da Vale também se destacaram em alta, a despeito da queda de 1% dos preços do minério de ferro na China. Ao final do pregão, Vale ON teve alta de 2,95% e Vale PNA, de 2,97%.

Suzano
Outro grupo de ações que se destacou foi o de empresas exportadoras, beneficiadas pela alta do dólar ante o real. Suzano PNA foi a maior alta do Ibovespa, com +6,86%. Fibria ON (+3,68%) e Klabin Unit (+1,47%) também se destacaram. O volume de negócios na Bolsa brasileira foi de R$ 7,75 bilhões, próximo da média das últimas semanas.

Dólar
O dólar avançou ante o real em meio à percepção de que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos pode diminuir até o final do ano. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou em alta de 0,76%, aos R$ 3,2513. Já no segmento futuro, o contrato de dólar para outubro avançou 1,00%, aos R$ 3,2860, com giro de US$ 12,945 bilhões.

Juros
Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (287.565 contratos) fechou em 13,965%, de 14,020% no ajuste de quarta-feira. O DI janeiro de 2018 (330.755 contratos) caiu de 12,78% para 12,59%, e o DI janeiro de 2019 (365.135 contratos), de 12,21% para 12,01%. O DI janeiro de 2021, com 153.485 contratos, novamente abaixo de 12,00%, terminou em 11,97%, de 12,04%.

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