MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar teve uma sessão de correções e voltou a cair frente ao real ontem, depois de seis altas consecutivas. A realização dos lucros recentes foi deflagrada pela decisão do Banco Central (BC) de reduzir a oferta de contratos swap cambial reverso, voltando ao montante dos 10 mil contratos da ração diária ofertada até a metade da semana passada. Após ter subido 3,47% em seis dias de alta, o dólar à vista recuou 1,03% e fechou cotado a R$ 3,2046. No cenário internacional, no entanto, a tendência majoritária foi de alta do dólar.
Bovespa
Os investidores preferiram ficar de fora da Bolsa ontem e o Ibovespa terminou de lado, mas conseguiu encerrar a semana no azul, com ganho de 1,37%. A pressão negativa veio dos mercados acionários em Wall Street, onde o dia foi de realização em meio a dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve. As bolsas norte-americanas recuaram na última sessão da semana, em meio a uma mudança nas expectativas sobre a proximidade do próximo aumento de juros nos Estados Unidos. O Dow Jones encerrou em queda de 0,24%, aos 18.552,57 pontos, o S&P 500 caiu 0,14%, aos 2.183,87 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,03%, aos 5.238,38 pontos.
Fraqueza
O petróleo também deu sinais de fraqueza após seis sessões de recuperação, o que, por aqui, pesou nos papéis da Petrobras. Por outro lado, as ações da Vale subiram cerca de 1% e ajudaram a reduzir as perdas do índice à vista, em meio a negociações para venda de minério de ferro para uma instituição chinesa pelo período de 30 anos. O investimento seria da ordem de US$ 9 bilhões.
Pregão
O Ibovespa terminou a sexta-feira em queda de 0,11% aos 59.098,92 pontos, depois de passar praticamente todo o pregão em território negativo. Na mínima, foi aos 58.599 pontos (-0,96%), enquanto num breve momento de alta chegou a subir 0,12%, aos 59.240 pontos, na máxima. O volume financeiro somou R$ 5,49 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa acumula ganho de 3,13%, e no ano, valorização de 36,33%.
Taxas de juros
Os juros futuros encerraram em baixa a sessão regular da BM&FBovespa de ontem, devolvendo boa parte da alta registrada na véspera. Em dia de agenda de indicadores mais restrita, a curva a termo reagiu à redução do lote de contratos de swap cambial reverso no leilão do Banco Central, sendo influenciada ainda pela expectativa positiva em relação à reunião de Michel Temer para discutir o andamento do ajuste fiscal.
Juros futuros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (29.225 contratos) fechou em 13,980%, de 13,990% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2018 encerrou em 12,69%, com 67.220 contratos, ante 12,74% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 (87.930 contratos) caiu de 12,18% para 12,12%. O DI janeiro de 2021 (68.195 contratos) terminou na mínima de 11,87%, de 11,95%.
(Agência Estado)





