MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Petrobras
Desceu
Juros futuros
Nova alta
A percepção de que os juros norte-americanos não devem subir neste ano, reforçada pela ata da última reunião do Federal Reserve, deu fôlego ontem à Bovespa, que fechou na maior pontuação do ano. Internamente, a Bovespa também contou com o vencimento de Ibovespa Futuro. O pregão terminou com alta de 0,80%, aos 59.323,82 pontos, na máxima. É o maior patamar desde o dia 5 de setembro de 2014 (60.681 pontos). Durante a manhã, quando os mercados acionários em Nova York e no Brasil passavam por um ajuste dos ganhos recentes, o índice à vista bateu mínima aos 58.081 pontos (-1,32%). O volume financeiro somou R$ 14,3 bilhões.
Blue chips
As ações da Petrobras terminaram o dia em alta de 1,71% (ON) e 2,16% (PN), favorecidas também pela recuperação dos preços do petróleo. Em alta pelo quinto pregão seguido, os contratos futuros avançaram após o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) apontar queda expressiva nos estoques semanais da commodity. Os papéis da Vale, por sua vez, subiram 0,74% (ON) e 0,12% (PNA), a despeito do recuo de 1,1% do preço do minério de ferro no mercado chinês.
Dólar
O dólar fechou em alta frente ao real pela quinta sessão consecutiva. A cotação foi aos R$ 3,2053 (+0,35%), refletindo a insegurança dos investidores com as incertezas que persistem nos cenários interno e externo. Em cinco sessões de alta, o dólar acumula valorização de 2,42% frente ao real. A sequência de ganhos teve início na última quinta-feira, quando o Banco Central elevou em 50% a oferta de contratos de swap cambial reverso, uma vez que o dólar já testava o suporte dos R$ 3,13.
Taxa de juros
Os juros futuros de longo prazo fecharam a sessão em alta, refletindo o desempenho do dólar e as preocupações com o cenário fiscal. Os contratos curtos oscilaram ao redor da estabilidade ao longo do dia, uma vez que não houve noticiário e agenda forte que pudessem alterar as apostas de estabilidade da Selic no curto prazo.
Quase iguais
Ao final da sessão regular de ontem, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 (41.058 contratos) fechou estável em 13,985%. O DI janeiro de 2018 (73.410 contratos) passou de 12,70% para 12,71%. O DI janeiro de 2019 (85.115 contratos) subiu de 12,11% para 12,13%. O DI janeiro de 2021 (73.000 contratos) encerrou em 11,89%, de 11,84%. (Agência Estado)





