Subiu
Petrobras

Desceu
Itaú Unibanco

Ajustes
Depois de renovar anteontem recordes em sintonia com Wall Street, a Bovespa passou por um ajuste ontem, juntamente com as bolsas norte-americanas. Nem mesmo o avanço do preço do petróleo, que seguiu em alta pela quarta sessão seguida, foi suficiente para impedir a realização de lucros nos mercados acionários. As ações da Petrobras fecharam no positivo, assim como as da Vale, mas o setor financeiro e as siderúrgicas pesaram e impediram o Ibovespa de galgar mais um dia de ganhos. A cautela com a política monetária norte-americana também favoreceu correções nos mercados, diante de sinais emitidos pelo presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, que não descartou uma elevação de juros nos Estados Unidos em setembro.

Efeito
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,49%, aos 58.855,43 pontos. Na mínima, o índice à vista recuou aos 58.589 pontos (-0,94%) e, na máxima, aos 59.187 pontos (+0,07%). O giro financeiro somou R$ 7,06 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa acumula valorização de 2,70% e, no ano, ganho de 35,77%.

Blue chips
As ações da Petrobras encerraram em alta de 0,96% (ON) e 1,46% (PN), beneficiadas pela escalada dos preços do petróleo no exterior, sustentados pelo dólar enfraquecido e pela perspectiva de um acordo de congelamento da produção entre grandes exportadores no próximo mês. Já as ações da Vale subiram 2,98% (ON) e 1,13% (PNA), acompanhando o bom desempenho de pares globais.

Causas
As perdas do setor financeiro se sobrepuseram ao avanço de Petrobras e Vale. Itaú Unibanco PN, papel de maior peso na carteira teórica do índice à vista, recuou 0,41%, seguido por Bradesco PN (-1,59%), Banco do Brasil ON (-2,24%) e units do Santander (-1,43%).

Dólar
O mercado de câmbio voltou a acompanhar de perto os movimentos do cenário internacional ontem. A mínima foi de R$ 3,1561 (-0,99%) e a máxima foi no fechamento, cotado a R$ 3,1940 (0,20%). No mercado futuro, a o dólar para liquidação em setembro fechou em alta de 0,36%, aos R$ 3,2155.

Taxa de juros
Os juros futuros fecharam em leve alta nos vencimentos curtos e intermediários, além de viés de baixa nos longos, com o investidor de olho no exterior e no câmbio. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) vencimento em janeiro de 2017 (111.600 contratos) fechou em 13,985%, ante 13,965% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (70.590 contratos) passou de 12,65% para 12,70%. O DI janeiro de 2019 (123.890 contratos) encerrou em 12,11%, de 12,08%. (Agência Estado)

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