MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
subiu
Juros
desceu
Apetite
A Bovespa contou com o bom humor nos mercados acionários internacionais e com fatores técnicos internos para ultrapassar os 59 mil pontos ontem, fechando no maior patamar desde setembro de 2014. O apetite dos investidores por ativos de risco é sustentado pelos ganhos vistos nas bolsas de Nova York e pela escalada dos preços do petróleo, que exibem valorização de quase 3% diante da possibilidade de um acordo para congelar a produção da commodity.
Pregão
Internamente, o pregão de ontem ainda sofreu influência do vencimento de opções sobre ações realizado pela manhã, segundo operadores, com alguns investidores tendo que buscar papéis no mercado para cumprir o exercício. Mas o vencimento de Ibovespa Futuro, amanhã, também ajudou a manter o índice à vista no atual patamar, com os agentes comprados pressionando-o para cima para levarem maior vantagem na operação no mercado de derivativos. Wall Street, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam novamente nas máximas históricas.
Giro
O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 1,45%, aos 59.145,97 pontos, no maior patamar desde o dia 8 de setembro de 2014 (59.192 pontos). Na máxima, no meio da tarde, o índice chegou a subir 1,76%, aos 59.324 pontos. O giro financeiro foi inflado pelo exercício de opções e somou R$ 8,72 bilhões, sendo o volume de R$ 2,63 bilhões referente ao exercício de opções, na primeira metade do pregão. No mês de agosto, a Bolsa paulista acumula valorização de 3,23%, e no ano, de +36,47%.
Destaques
Entre os destaques de alta do Ibovespa, as ações da Petrobras terminaram com ganho de 4,39% (ON) e 2,58% (PN), na esteira do petróleo, que se manteve em alta pelo terceiro pregão consecutivo. Por aqui, a Vale foi beneficiada por esse movimento global e viu seus papéis terminaram em alta de 2,62% (ON) e 3,11% (PNA), a despeito dos preços do minério de ferro, que fecharam praticamente estáveis no mercado à vista chinês.
Dólar
O dólar à vista operou em baixa durante praticamente todo o dia, mas inverteu a tendência nos últimos minutos de negociação e fechou ontem cotado a R$ 3,1876 no mercado à vista, em alta de 0,09% frente ao real. Os juros futuros fecharam em queda moderada na ponta longa, mas em sessão de volume extremamente fraco. Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (12.905 contratos) fechou estável em 13,965%. O DI janeiro de 2018 (42.035 contratos) também terminou estável em 12,65%. O DI janeiro de 2021 (52.405 contratos) passou de 11,89% para 11,86%.
(Agência Estado)





