Cenário
A Bovespa pegou carona na recuperação do petróleo no mercado internacional e terminou em firme alta, no maior patamar desde setembro de 2014. O apetite dos investidores por ativos de risco foi instigado por declarações do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, de que a Opep pode tomar algum tipo de ação para estabilizar os preços da commodity. Em Nova York, a valorização do petróleo levou os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq a renovarem máximas históricas, enquanto por aqui o Ibovespa terminou acima dos 58 mil pontos pela primeira vez em 2016.

Questão técnica
Segundo operadores, o bom desempenho da Bovespa tem também uma influência técnica, pela proximidade do vencimento de Ibovespa Futuro, na próxima quarta-feira. Antes, na segunda-feira, ocorrerá exercício de opções sobre ações.

Ganhos
Os ganhos foram generalizados, mas impulsionados principalmente pelo avanço das ações da Petrobras. O setor financeiro também deu força ao índice à vista, puxado pelo Banco do Brasil. O banco divulgou balanço referente ao segundo trimestre com resultados mistos, mas a perspectiva de um cenário melhor para o segundo semestre. O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em alta de 2,42%, aos 58.299,57 pontos. O giro financeiro somou R$ 7,17 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa tem ganho de 1,73% e de 34,49% no ano.

Blue chips
As ações da Petrobras encerraram em alta de 3,95% (ON) e 4,67% (PN). Já as ações da Vale subiram 1,77% (ON) e 2,27% (PNA), alinhadas ao bom humor nos mercados internacionais.

Dólar
Em uma sessão de negócios reduzidos, o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,1385, com alta de 0,29%. A alta da moeda americana refletiu em grande medida a decisão do Banco Central de elevar em 50% a oferta de contratos de swap cambial, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Taxas de juros
Os juros futuros terminaram a sessão regular da BM&FBovespa perto da estabilidade, zerando, em boa parte dos contratos o movimento de alta visto ao longo do dia. A maioria das taxas de médio e longo prazos encerrou nas mínimas, na medida que o aumento do apetite ao risco no exterior se impôs à pressão do câmbio e ao desconforto com o cenário fiscal. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (71.945 contratos) encerrou em 13,965%, de 13,950% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2018 (132.060 contratos) fechou estável em 12,65%. Também repetiu o ajuste anterior o DI janeiro de 2019, com 109.845 contratos, ao fechar em 12,09% (mínima). O DI janeiro de 2021 (78.235 contratos) terminou na mínima de 11,89%, de 11,85%. (Agência Estado)

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