Ibovespa
desceu

Taxa de juros
subiu

Gatilho
Depois de fechar em cima do muro nos últimos três pregões, a Bovespa finalmente definiu uma tendência, e foi de queda. O movimento de realização de lucros que colocou o índice à vista abaixo do patamar dos 57 mil pontos ontem teve como gatilho a piora dos mercados acionários internacionais, em mais um dia de fraqueza do petróleo. Internamente, pegou mal a aprovação na Câmara do projeto de renegociação da dívida dos estados sem o trecho que proibia a concessão de aumentos acima da inflação a servidores estaduais por dois anos. Isso porque o ponto era considerado "inegociável" pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ordens de venda
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,33%, aos 56.919,77 pontos, não muito distante da mínima do dia, quando foi aos 56.735 pontos (-1,65%). Mais cedo, antes do início dos negócios em Wall Street, o índice à vista chegou a subir e bater máxima aos 57.953 pontos (+0,46%), mas não resistiu à entrada dos investidores estrangeiros a partir das 10h30 executando ordens de venda na Bolsa brasileira. O giro financeiro somou R$ 6,40 bilhões. No mês de agosto, a Bovespa acumula perdas de 0,68%, enquanto no ano registra valorização de 31,31%.

Petróleo
As ações da Petrobras terminaram em queda de 3,80% (ON) e 2,69% (PN), na esteira da desvalorização de quase 3,0% do petróleo no mercado internacional. O sinal negativo dos contratos futuros da commodity foram determinados principalmente pelo avanço nos estoques de petróleo, conforme mostrou relatório do Departamento de Energia (DoE) no fim da manhã. Os estoques de gasolina e destilados, por sua vez, foram reduzidos.

Minério de ferro
Já os papéis da Vale recuaram 4,74% (ON) e 3,69 (PNA), penalizados pela correção no preço do minério de ferro. O insumo interrompeu uma sequência de altas e hoje caiu 1,1% no mercado à vista, para US$ 60,7 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.

Dólar
O dólar à vista recuou 0,40% ontem e fechou aos R$ 3,1295, menor valor desde o dia 2 de julho do ano passado (R$ 3,0980). Sem registrar alta há sete sessões consecutivas, a moeda acumula desvalorização de 4,28% frente ao real desde o último dia 2. O dólar, que já havia iniciado o dia em baixa, chegou a inverter rapidamente a tendência no final da manhã, atingindo a máxima de R$ 3,1451 (+0,10%).

Taxa de juros
Os juros futuros de curto prazo fecharam a sessão em alta moderada, em reação ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, de 0,52%. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 (92.990 contratos) fechou em 13,950%, de 13,935% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (164.845 contratos) encerrou estável em 12,65%, na mínima. O DI janeiro de 2019 (92.805 contratos) termina em 12,09%, de 12,08%. O DI janeiro de 2021 (86.310 contratos) passou de 11,85% para 11,86%.
(Agência Estado)

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